Esse sonho que tive foi uma verdadeira aventura sexual em busca de identidade ao estilo de David Lynch. Vou poupar a parte do sexo, e dizer a respeito da busca pela identidade.
Novamente eu estava dirigindo, só que desta vez, uma camionete. Não lembro quem eram minhas companhias, mas havia gente comigo. Estacionamos em uma espécie de posto/bar. Eu estacionei muito mal, e alguém pediu as chaves para estacionar direito. Dito e feito. Resolvemos nos hospedar em tal lugar, mas antes que venha a pergunta, eu não sei onde estávamos indo. Que azar, o casal dono do lugar era um casal de psicopatas. Nos agrediram e nos colocaram em um quarto. Uma das cenas mais estranhas que vi em meus sonhos: vejo um cabide cheio de peles verdes, como se fossem fantasias. Me lembrei agora de que também sonhei com piscinas e perseguição, eu era o perseguidor, lembro que eu era mau e tinha um sabre de luz. Não lembro quem eu perseguia. Mas voltando, ao lado desse cabide, uma fogueira com vários corpos queimando. Mas engraçado, em vez de agonia ou dor, ou simplesmente carbonização, os corpos lentamente estavam ganhando vida. Aqueles corpos não eram de humanos até porque eram de cor verde. Eu e meus acompanhantes desconhecidos simplesmente temos a idéia de entrar nas peles dos cabides, que também eram verde. Era um fantasia completa. Mas os donos psicopatas quebram a porta e jogam um balde de agua fervendo em mim. Não senti nada, talvez por conta da fantasia, a única coisa que percebi foi que a porta agora estava aberta e eu, grudado na fantasia. Não se de onde tirei aquele pedaço de madeira, mas acertei bem na cara do sujeito e fugi. Peguei o carro e dirigi a esmo. Não sabia para onde ir, mas acabei em um prédio que parecia uma escola, então entrei. Engraçado, eu não me importava com a fantasia e nem estava desesperado. Entrei no que parecia ser uma sala de aula e participei muito bem da aula.
13/12/2008
Frustração é neve 343AM
O barulho do vento. De todas as maneiras possíveis tentei definir a representação de minha frustração. Ela é grande ou pequena; azul ou amarela? Ela é branca. Isso me lembra frio, me lembra neve. Eu costumava a jogar um jogo que quando parávamos em terreno com neve, uma música triste tocava. Sempre foi minha música favorita. Branco representa liberdade, liberdade representa uma ilha inabitada, que nunca precisou de alguém para existir e não se importa se será lembrada ou não. Quem me dera ser tal ilha. Vou explicar porque tenho medo de banheiros de shoppings: eles são grandes e limpos. Quando vou lavar as mãos, imagino que se eu lavasse o rosto, tudo ficaria embaçado. Quando isso acontece, imagino que coisas secretas acontecem enquanto me perco na falta de foco. Criaturas medonhas se escondem nos cúbiculos com privadas. Quantas espécies deixaram de ser descobertas pelo fato de ninguém nunca ter pensado nisso? Mas meu maior medo não é esse. Se a coragem me viesse ao corpo, me fizesse ir de encontro com tal criatura, e o instinto assassino desta me fizesse presa, enquanto ela se decide por qual parte de minhas vísceras ela faria de entrada, eu simplesmente olharia no fundo daquele globo composto de olhos, e diria: "Tudo bem". Não se trata de língua ou do que acabo de falar, meu simples olhar de cordeiro mostraria à criatura que nem como presa sou competente. O Tigre-dentes-de-sabre só possuia o grande par de dentes pois isso era necessário para derrubar sua vítima. Depois que se extingue tal vítima, ele é inútil também. Quando imagino tudo isso, eu desejo ser a água que escorre na pia, desejo passar pela tubulação, pelo esgoto, chegar a um lugar onde finalmente o céu aberto me esperasse. Não importa se estivesse chovendo, depois da sujeira pela qual passei, qualquer coisa seria bonita.
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