08/08/2012

Talvez a última

Polindo a sucata de minhas repetições
Já escrevi tudo que pude
Totalizaram-se em nenhum significado
Nenhum tema
Nenhum sentido.

Eu já sabia.

Agora já não há mais espera.
Não há mais desculpas.

Minha vida não vale nada para mim.
Não quero piedade.

Nem viver
Nem morrer.

Pois o mundo conspira contra
Os que não sabem escolher.

E mereço cada vazio de meu ser incompleto
Me protegeu de vitórias e derrotas.

Estraguei meus sonhos
Com o impossível.

Se de propósito ou não
Sim, fiz por merecer.

Me resta agora apenas
Algo que já devia ter feito
Há muito:

Calar-me de vez
E esquecer.