09/11/2013

Agora que o meu tempo é outro
Guardo um erro de ouro
Nos silêncios dos dias
Que me são os mesmos.

Evitando o mistério
Me repito em coincidências
Tentando sair do tédio
Com muitos outros inventados.

Contínuos indefinidos
Amando uma derrota
Do que nunca pude controlar
O meu peito pesa menos.

Sobrou a nostalgia do que morreu
Um pouco que me é tudo
E adiar o inevitável é nada mais
Que continuar vivo...

Minha segurança é uma saída fácil
Uma desculpa pronta
Pra qualquer situação.

Sem rastro ou caminho
Equilibrando em cima do muro
Sem expectativa ou decepção
Risco ou perdas
Posso apenas ganhar
Sabe se lá o quê
E não importa mais.

08/11/2013

Início acabado

Exausto
Sou uma máquina de repetir
As coincidências
São olhares de relance.

Eu invento
A mesma história
De outros modos.

Âmbar de nostalgia
Das vidas que pude ter
Enquanto outras me fugiam
É um aperto na garganta.

Um erro que virou cicatriz
Que só eu vejo
Impossível não notar
Inevitável não lembrar.

Agora que sou a figura em frente à porta
Terno e gravata
Valise na mão
Flores amassadas na outra
O sonho começa pelo fim
Terminando pelas metades.

Eu escrevo a mesma história
Com outras palavras.

A pergunta que vale ouro
O silêncio que vale erro
Lados de uma moeda...

Eu repito as mesmas palavras
Em outra ordem.

Brinco com sentidos que dormem em mim
Estou amando uma ideia
E faço tudo pra me parecer nova
Todos os dias
Que agora são iguais...