O último refúgio
De um ciclo
Em repetições
É o vazio.
Eu me cansei do vazio.
As chances que tenho
Encero-as no chão.
Um tipo de brilho
Opaco
Que fui deixando...
Agora que já não há tempo
Meu futuro e passado
São gêmeos.
Cada vez mais
Encerro-me ao meio
Do que imaginei começar.
Quando pequeno, entendi
A ideia me bastou
E nada é mais livre
Que o esquecimento.
Pois agora dizem que adoeci
O meu drama escrito;
Uma página em branco.
A nota de um suicida remissivo
Em branco...
Uma falsa dor.
Não se cria algo do nada.
E ainda que eu realmente a tivesse
O que faria?
26/02/2013
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