Sei que tento não tentar
Sei que só não desisto de desistir
Mas quero deixar bem claro ao ir
De encontro ao que me faz desencontrar...
O que sinto são ruas de infância que não passam
O que sinto é me repetir de todas as maneiras
É saber que estou sozinho mas não me sentir
É a mentira mil vezes contada que ainda é mentira
Todos os dias de palhaço com lágrima pintada no rosto
De um teatro de mímica onde se acabou a luz...
Se há possibilidade de me usar do mal
Só de havê-la, não a mereço...
Naturalmente, mereces algo melhor a isso
Que um que sinto ser qualquer coisa além de mim...
Não mereço sentir
E se eu pudesse me controlar...
E não penso que deva aceitar
Qualquer coisa além de mim
Que, não me tomando pelo pior
Ainda assim sou sem valor.
Pois sou sequer qualquer coisa.
Sim, o pior ainda é o campeão das perdas.
E você, digna de uma vitória
(Ou então qualquer coisa que queira)
Ai se pensa como eu
Que limpo as privadas com sorrisos...
Que dois nadas já é mais que nada, sim
Mas como irei saber...
"Por aqui, saberia...
(Aponta para o peito)"
23/04/2011
22/04/2011
Qualquer coisa além de mim;
Fora das luas que propõem lembranças
Mal vindas...
Por dentro de todos os nadas que são sempre algo além
Além do mesmo nada.
Como o nada de tua ausência, desce em crescente
Senta-se ao meu lado.
E que não são os olhos nem a lembrança
Que a tornaram permanente.
Me repetindo é repetir além do repetido.
Não consigo escrever o que penso
Até quando penso em palavras.
E não haveriam palavras que me bastassem a você
Eu, que não declaro, que estou de prosa
Também não confesso.
É óbvio que não, é tão sutil...
Não há tempo, me sinto suspenso
Com os pés enraizados ao chão.
De todos estes opostos forçados
Não há um que me atraia
O que escrevo é repulsa
Do que não sei dizer...
Os mesmos olhos do céu que me são lua
São todos os olhares trocados
Entre eu e qualquer pessoa
Principalmente...
Que me foi e ainda é garganta fechando...
Sou engraçado... Sei que estou sozinho...
Mas me sinto em conversa
Com você que me está ao lado:
Ausência.
Não me lembro a última vez que me senti sozinho.
E os lugares cheios me trazem solidão
Ao modo que me sinto completo numa cena
Entre eu e qualquer imensidão...
Não falo de ti
Que me foi e ainda é moldura de possível arte
Mas que não sei se é real...
É, parece que há muito tempo.
Sim, me contradizendo.
As ruas que passei... Não passam.
Sou engraçado, brinco com as palavras
Como se o som importasse
E o significado não fosse nada...
Mais um nada adentro de tantos outros
Que se já me é tanto, como pode ser nada?
E todas as rimas que faço são cartas de amor ridículas
Trazendo sorrisos palhaços com lágrimas pintadas
Em quadro velho de infância mal ladrilhada
Qualquer menina bonita, que me passa na mesma rua
Rua que não me passa...
Acho que não sei sentir.
Talvez isso me faça sentir muito.
E tudo que escrevo são arremessos em quaisquer tacadas
Noites não dormidas em que se pensa na mesma menina
Que faz com que eu retorne em mesmas palavras
O mesmo que sinto de diferentes maneiras
Das luas que já não me dizem mais nada
Porque lua não fala (me contradizendo)
Essa lua que podia muito bem ser menina bonita
Ou mais um nada (que não me pode ser nada)
Sou engraçado
Mas não tenho graça.
Acho que não sei mentir
Como, se vivo me enganando?
Minha única certeza é a minha maior dúvida.
Eu que também não sei dizer verdades...
O eterno improvável da maldição de Orfeu
Eu a vi evaporando de minha cabeça
Com qualquer olho além do meu
Que pelo olhar amaldiçoou-me
E chorei em lágrimas de ferro.
Sim, te amar é improvável.
Com minha única certeza de duvidar
Faço de ti meu maior mistério...
Desconheço-a e, no entanto,
Quero conhecer.
Não é estranho?
Não se prova mistério
Que me foi e ainda é garganta fechando
Rua de infância mal ladrilhada
Havia um aviso:
Proibido passar.
Fora das luas que propõem lembranças
Mal vindas...
Por dentro de todos os nadas que são sempre algo além
Além do mesmo nada.
Como o nada de tua ausência, desce em crescente
Senta-se ao meu lado.
E que não são os olhos nem a lembrança
Que a tornaram permanente.
Me repetindo é repetir além do repetido.
Não consigo escrever o que penso
Até quando penso em palavras.
E não haveriam palavras que me bastassem a você
Eu, que não declaro, que estou de prosa
Também não confesso.
É óbvio que não, é tão sutil...
Não há tempo, me sinto suspenso
Com os pés enraizados ao chão.
De todos estes opostos forçados
Não há um que me atraia
O que escrevo é repulsa
Do que não sei dizer...
Os mesmos olhos do céu que me são lua
São todos os olhares trocados
Entre eu e qualquer pessoa
Principalmente...
Que me foi e ainda é garganta fechando...
Sou engraçado... Sei que estou sozinho...
Mas me sinto em conversa
Com você que me está ao lado:
Ausência.
Não me lembro a última vez que me senti sozinho.
E os lugares cheios me trazem solidão
Ao modo que me sinto completo numa cena
Entre eu e qualquer imensidão...
Não falo de ti
Que me foi e ainda é moldura de possível arte
Mas que não sei se é real...
É, parece que há muito tempo.
Sim, me contradizendo.
As ruas que passei... Não passam.
Sou engraçado, brinco com as palavras
Como se o som importasse
E o significado não fosse nada...
Mais um nada adentro de tantos outros
Que se já me é tanto, como pode ser nada?
E todas as rimas que faço são cartas de amor ridículas
Trazendo sorrisos palhaços com lágrimas pintadas
Em quadro velho de infância mal ladrilhada
Qualquer menina bonita, que me passa na mesma rua
Rua que não me passa...
Acho que não sei sentir.
Talvez isso me faça sentir muito.
E tudo que escrevo são arremessos em quaisquer tacadas
Noites não dormidas em que se pensa na mesma menina
Que faz com que eu retorne em mesmas palavras
O mesmo que sinto de diferentes maneiras
Das luas que já não me dizem mais nada
Porque lua não fala (me contradizendo)
Essa lua que podia muito bem ser menina bonita
Ou mais um nada (que não me pode ser nada)
Sou engraçado
Mas não tenho graça.
Acho que não sei mentir
Como, se vivo me enganando?
Minha única certeza é a minha maior dúvida.
Eu que também não sei dizer verdades...
O eterno improvável da maldição de Orfeu
Eu a vi evaporando de minha cabeça
Com qualquer olho além do meu
Que pelo olhar amaldiçoou-me
E chorei em lágrimas de ferro.
Sim, te amar é improvável.
Com minha única certeza de duvidar
Faço de ti meu maior mistério...
Desconheço-a e, no entanto,
Quero conhecer.
Não é estranho?
Não se prova mistério
Que me foi e ainda é garganta fechando
Rua de infância mal ladrilhada
Havia um aviso:
Proibido passar.
20/04/2011
Só não desisto de desistir
E qualquer coisa além disso, círculos...
Vejo no céu, vejo no escuro.
Vejo céu no escuro das noites não dormidas.
Vejo paisagem sem horizonte.
Não estou complicando.
Estou suspenso.
Suspeito.
Fui de arremesso a qualquer tacada
Devagar vou divagando
Até não me sobrar mais nada.
Só não desisto de desistir.
E qualquer coisa além disso, círculos...
Vejo no céu, vejo no escuro.
Vejo céu no escuro das noites não dormidas.
Vejo paisagem sem horizonte.
Não estou complicando.
Estou suspenso.
Suspeito.
Fui de arremesso a qualquer tacada
Devagar vou divagando
Até não me sobrar mais nada.
Só não desisto de desistir.
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