26/02/2011
24/02/2011
Me irrito sem que alguém ou um motivo o faça
O que quer dizer que não tenho o direito
De irritar alguém por um motivo.
Ouço que apenas pessoas confiadas
Possuem a chance da traição
E então me vem a dúvida
Se nunca traí ou nunca fui confiado...
Embaraçado em saber se dou ou não valor à palavra
A tudo dito vejo com mesma relevância
Não creio em nada que dizem
Por dizer o que ninguém crê
Me achei na perdição, desconhecendo os mesmos caminhos
Desconstruindo o que já foi feito...
Estancado, estagnado, preso em movimento
Que em nenhum momento é ação...
Continuar crendo em ilusão.
Escrevo sempre a uma pessoa, embora todos entendam
E até saibam quem é...
Talvez eu tenha confundido uma mesma coisa
Em diferentes pessoas
Mas minha grande dúvida é saber exatamente o que quero
Exatamente o que sinto.
Mas não confio, me disseram que não existe.
Então deixei de crer em tudo e todos
Sem negar que cada um possua ao menos partícula de verdade.
É que quero todas as verdades e para isso vou mentir...
Sendo então à maneira deles, entenderei por fora o que é real...
Embora eu não seja por dentro...
Ilusão crendo em continuar...
Embora parada, está em vários lugares ao mesmo tempo
Vejo-a em cada passo dado, em cada rua, em cada nuvem...
A mentira repetida mil vezes que não se tornou verdade
Apenas queria que fosse, por mais que não seja.
E quanto menos me aproximar, mais será verdadeiro...
É minha única certeza... Me tornar mais incerto.
Sem uma condição, materializo-a em qualquer lugar.
O ponto que distancia até com tudo se misturar
Não preciso de você
Estando ao mesmo tempo em três lugares
Primeiro e segundo dependidos inicialmente do terceiro
Agora Interdependentes entre si
Como passado, presente e futuro
Por mais que eu me contente apenas com um...
Crendo em continuar, ilusão...
Quanto mais eu esconder por trás de um vazio
Mais o nada terá significado, nunca se enche, é infinito...
Não me daria a chance de sequer poder estragar
Pois por saber que poderia, já estragou.
E por mais que, para mim, tenha nada significado
Criaria outros significados de um nada modificado...
Arte abstrata imaginada de arte abstrata.
Pois o mundo tem sido contínuo, crível e ilusório
Por mais que um dia ele venha acabar
Por mais que haja tantas mentiras
Por mais que eu ache sentir algo real...
Que eu ache sentir algo real venha acabar em tantas mentiras...
Me valho do que não sou mas não para me descobrir...
Me descubro de todos os cobertores
Para o frio que retalha as mesmas histórias
Que deixaram de ser contadas em dias
Que consegui contar a todas as estrelas
Que tiritava, via apenas um branco, um teto...
Você é essa estrela, com ou sem relutância
O máximo que terei é uma pequena luminosidade sua...
É pela distância que me criou os sonhos.
O que quer dizer que não tenho o direito
De irritar alguém por um motivo.
Ouço que apenas pessoas confiadas
Possuem a chance da traição
E então me vem a dúvida
Se nunca traí ou nunca fui confiado...
Embaraçado em saber se dou ou não valor à palavra
A tudo dito vejo com mesma relevância
Não creio em nada que dizem
Por dizer o que ninguém crê
Me achei na perdição, desconhecendo os mesmos caminhos
Desconstruindo o que já foi feito...
Estancado, estagnado, preso em movimento
Que em nenhum momento é ação...
Continuar crendo em ilusão.
Escrevo sempre a uma pessoa, embora todos entendam
E até saibam quem é...
Talvez eu tenha confundido uma mesma coisa
Em diferentes pessoas
Mas minha grande dúvida é saber exatamente o que quero
Exatamente o que sinto.
Mas não confio, me disseram que não existe.
Então deixei de crer em tudo e todos
Sem negar que cada um possua ao menos partícula de verdade.
É que quero todas as verdades e para isso vou mentir...
Sendo então à maneira deles, entenderei por fora o que é real...
Embora eu não seja por dentro...
Ilusão crendo em continuar...
Embora parada, está em vários lugares ao mesmo tempo
Vejo-a em cada passo dado, em cada rua, em cada nuvem...
A mentira repetida mil vezes que não se tornou verdade
Apenas queria que fosse, por mais que não seja.
E quanto menos me aproximar, mais será verdadeiro...
É minha única certeza... Me tornar mais incerto.
Sem uma condição, materializo-a em qualquer lugar.
O ponto que distancia até com tudo se misturar
Não preciso de você
Estando ao mesmo tempo em três lugares
Primeiro e segundo dependidos inicialmente do terceiro
Agora Interdependentes entre si
Como passado, presente e futuro
Por mais que eu me contente apenas com um...
Crendo em continuar, ilusão...
Quanto mais eu esconder por trás de um vazio
Mais o nada terá significado, nunca se enche, é infinito...
Não me daria a chance de sequer poder estragar
Pois por saber que poderia, já estragou.
E por mais que, para mim, tenha nada significado
Criaria outros significados de um nada modificado...
Arte abstrata imaginada de arte abstrata.
Pois o mundo tem sido contínuo, crível e ilusório
Por mais que um dia ele venha acabar
Por mais que haja tantas mentiras
Por mais que eu ache sentir algo real...
Que eu ache sentir algo real venha acabar em tantas mentiras...
Me valho do que não sou mas não para me descobrir...
Me descubro de todos os cobertores
Para o frio que retalha as mesmas histórias
Que deixaram de ser contadas em dias
Que consegui contar a todas as estrelas
Que tiritava, via apenas um branco, um teto...
Você é essa estrela, com ou sem relutância
O máximo que terei é uma pequena luminosidade sua...
É pela distância que me criou os sonhos.
22/02/2011
Se estas palavras modificassem alguma coisa
Se estas palavras atingissem um nervo
Se estas palavras eu me esquecesse
De que fui eu quem as escreveu
Ou talvez apenas uma parte do que tenho sido.
De todo o branco que poderia usar para inventar tristezas
Ou relatar as minhas, evocando com imagens
Me recuso a ver.
Se estas palavras fizessem uma lágrima derramada
Seria pretensão.
Tem sido de minha parte, mas não são por elas que lamentei.
Não posso ir além
Não há como convencer
Estive a circular nos dias da semanas
Dos meses
Dos anos
Das vidas.
Não consegui sequer me convencer.
Não me lembro de muitas coisas,
Poucas valem a pena ser lembradas.
Mas minha vida não mudou, continuo
Das lembranças, escravo com amnésia
Acorrentado por todos os esquecimentos
Na caravela dos arrependimentos...
Não me vem alento, continuo escrevendo círculos
Cada vez mais perfeitos
Voltas para os mesmos pontos de partida
É sempre culpa de uma menina infelicidade.
Mas me faz feliz menina, se sonhar n'outra realidade.
Esse mundo me esqueceu ou eu me esqueci dele?
E agora sequer ligo se faz diferença.
Talvez tenha feito. Se fez, não mudou muito.
Tenho sono e quase deliro por mais que eu durma
Por mais que esteja são.
Estou correndo dentro de uma sala branca
Onde não distinguo teto do chão...
De onde vem a luz?
Confesso então quando estou sozinho
Sou meu único confidente.
Das incapacidades que me limitam
De tudo que senti e apaguei com a atuação
"Tudo bem..."
Não está e não estou. Nem me revolto mas é revoltante.
Tenho dores nos piores lugares,
No peito e no cérebro pensante.
Sou apenas um peão no xadrez
Isentado de meu valor
Pronto a me sacrificar por qualquer coisa
Que valha menos ainda.
Pudesse derrubar realeza...
Não ligo tanto para dor
Embora eu tenha sempre vez
Não faço minha jogada.
Se estas palavras atingissem um nervo
Se estas palavras eu me esquecesse
De que fui eu quem as escreveu
Ou talvez apenas uma parte do que tenho sido.
De todo o branco que poderia usar para inventar tristezas
Ou relatar as minhas, evocando com imagens
Me recuso a ver.
Se estas palavras fizessem uma lágrima derramada
Seria pretensão.
Tem sido de minha parte, mas não são por elas que lamentei.
Não posso ir além
Não há como convencer
Estive a circular nos dias da semanas
Dos meses
Dos anos
Das vidas.
Não consegui sequer me convencer.
Não me lembro de muitas coisas,
Poucas valem a pena ser lembradas.
Mas minha vida não mudou, continuo
Das lembranças, escravo com amnésia
Acorrentado por todos os esquecimentos
Na caravela dos arrependimentos...
Não me vem alento, continuo escrevendo círculos
Cada vez mais perfeitos
Voltas para os mesmos pontos de partida
É sempre culpa de uma menina infelicidade.
Mas me faz feliz menina, se sonhar n'outra realidade.
Esse mundo me esqueceu ou eu me esqueci dele?
E agora sequer ligo se faz diferença.
Talvez tenha feito. Se fez, não mudou muito.
Tenho sono e quase deliro por mais que eu durma
Por mais que esteja são.
Estou correndo dentro de uma sala branca
Onde não distinguo teto do chão...
De onde vem a luz?
Confesso então quando estou sozinho
Sou meu único confidente.
Das incapacidades que me limitam
De tudo que senti e apaguei com a atuação
"Tudo bem..."
Não está e não estou. Nem me revolto mas é revoltante.
Tenho dores nos piores lugares,
No peito e no cérebro pensante.
Sou apenas um peão no xadrez
Isentado de meu valor
Pronto a me sacrificar por qualquer coisa
Que valha menos ainda.
Pudesse derrubar realeza...
Não ligo tanto para dor
Embora eu tenha sempre vez
Não faço minha jogada.
21/02/2011
1
Para ela guardei meu último olhar
E o arrependimento de não ter sido
O primeiro.
Por trás de minha falsidade mal simulada
Escondi algo de verdadeiro.
Era rescém nascido da eternidade
A prevenção de um desespero.
Custa caro protegê-lo...
Erro previnir erro.
E me acertando no que vejo de errado
Vou deixando-o guardado.
Não é desse mundo derradeiro.
2
Estranho pressentimento que, existindo
Evite que algo exista, estranho que
Pressentindo, algo existe ainda que evitado.
Então do retilíneo, um baque...
Talvez sejam apenas pretenções que guardo
E que se não existem, não faz diferença guardar
Por isso que além de mim não deixo passar
Para aquém de você não me tome por passado...
Mancando, mas tentando passada normal
Vejo-me patife, lutando contra a nau
Que vai ancorando pelas noites que não dormi.
Sem armas, como um normal que não me atina
Carrego a cruz que não me destina
Crucificando os dias que não vivi.
3
Pode parecer exagero
Mas amo de um jeito
De rasgar o peito
Mas não é desespero.
Mutilo-me em inexitências
Das existências que não me vieram
Que antes de nascer, morram
Para então serem resiliências
Do passado que não tive...
Do presento que não vivo...
Do futuro que não virá...
Da espirituosidade que não tive...
Da carcaça corpórea que não me faz vivo...
Da geniosidade que não virá...
Para ela guardei meu último olhar
E o arrependimento de não ter sido
O primeiro.
Por trás de minha falsidade mal simulada
Escondi algo de verdadeiro.
Era rescém nascido da eternidade
A prevenção de um desespero.
Custa caro protegê-lo...
Erro previnir erro.
E me acertando no que vejo de errado
Vou deixando-o guardado.
Não é desse mundo derradeiro.
2
Estranho pressentimento que, existindo
Evite que algo exista, estranho que
Pressentindo, algo existe ainda que evitado.
Então do retilíneo, um baque...
Talvez sejam apenas pretenções que guardo
E que se não existem, não faz diferença guardar
Por isso que além de mim não deixo passar
Para aquém de você não me tome por passado...
Mancando, mas tentando passada normal
Vejo-me patife, lutando contra a nau
Que vai ancorando pelas noites que não dormi.
Sem armas, como um normal que não me atina
Carrego a cruz que não me destina
Crucificando os dias que não vivi.
3
Pode parecer exagero
Mas amo de um jeito
De rasgar o peito
Mas não é desespero.
Mutilo-me em inexitências
Das existências que não me vieram
Que antes de nascer, morram
Para então serem resiliências
Do passado que não tive...
Do presento que não vivo...
Do futuro que não virá...
Da espirituosidade que não tive...
Da carcaça corpórea que não me faz vivo...
Da geniosidade que não virá...
20/02/2011
Por não suportar que a vida acaba
Inventou o eterno...
Não suportando a muralha de que é capaz a voz
A boca calou-se na outra...
O vento ressoa pela primeira vez a uns
Ressoado por outros em outros tempos
Esgueira-se no espaço em que se ocupa
Como se fosse coisa que não é coisa
Murmurando sem ser visto...
Mas pode ver se escutado
E tocar sem ser tocado
Aquele que um dia soube
O que é ser vento ressoado.
Sabe mesmo o que é solidão?
Não suporta o próprio olho no olho
Refletido do espelho?
E dos desvios de qualquer aproximação...
Murmúrios de calma madrugada
Não pode ser visto na noite calada
Mas vê se escutado
Mesmo que em cego caminho...
É também ocupante do espaço
Ainda que buraco negro.
A dúvida de não ser certo sequer de si
Ainda que buraco negro
Foi sol de planeta
onde murmuraram os ventos...
Dos princípios, a incerteza.
Que sem ela, não estaria, disso, certo.
Certo em talvez, tais vezes...
Na vez em que fui o vento e não seu murmúrio
Em um quarto escuro
Onde não havia ninguém...
Inventou o eterno...
Não suportando a muralha de que é capaz a voz
A boca calou-se na outra...
O vento ressoa pela primeira vez a uns
Ressoado por outros em outros tempos
Esgueira-se no espaço em que se ocupa
Como se fosse coisa que não é coisa
Murmurando sem ser visto...
Mas pode ver se escutado
E tocar sem ser tocado
Aquele que um dia soube
O que é ser vento ressoado.
Sabe mesmo o que é solidão?
Não suporta o próprio olho no olho
Refletido do espelho?
E dos desvios de qualquer aproximação...
Murmúrios de calma madrugada
Não pode ser visto na noite calada
Mas vê se escutado
Mesmo que em cego caminho...
É também ocupante do espaço
Ainda que buraco negro.
A dúvida de não ser certo sequer de si
Ainda que buraco negro
Foi sol de planeta
onde murmuraram os ventos...
Dos princípios, a incerteza.
Que sem ela, não estaria, disso, certo.
Certo em talvez, tais vezes...
Na vez em que fui o vento e não seu murmúrio
Em um quarto escuro
Onde não havia ninguém...
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