" - Eles são diferentes dos messias. Eles não têm nada a ver com sistemas filosóficos. Eles são fatos. Alguns, muito simples: o sol, o mar, o ar. Alguns são mais complexos: violência, amor, a mãe, o pai. Não faz grande diferença quem seja a Rainha dos céus, Maria ou Ísis ou Juno. O que importa é que a ideia de mãe exista, e sempre existirá. Algumas vezes, a mãe domina. Às vezes não, e o filho reina. Há períodos em que reina a guerra ou a justiça...
- E o amor?
- Você já é capaz de ver a coisa até o fim? - Ela o olhou com estranheza, como se ele a tivesse assustado, mas não havia motivo de alarme. Ele não tinha entendido."
O aperto na garganta
A sincronicidade
As três figuras messiânicas
Citadas em livro antes de mim
Formulados por mim antes de ler
Como se eu me antecedesse
Antes mesmo de saber
Onde encontrar
O que tenho pensado
Pensei por tempos
Que ressonância em gostos
Estilos, olhares
Fosse também sincronicidade
Mas vivemos cada um em seu mundo
E o que penso me inclina
Às coincidências
Parece místico
Parece espiritual
Quando me dou conta das coisas
Elas aparecem em todo lugar
Fina ironia à espera
De alguém que perceba
Síndrome noir
Onde cérebro conspira
Antes mesmo que se saiba saber
Pois eu não vejo amor
E a garganta aperta.
22/04/2014
21/04/2014
Não quero mais poesia
Não quero mais livre associação
Encarando meia hora de branco
Vazio-decepção.
Escrevendo aos poucos
Reverbero em ecos distantes
Ondas cada vez mais fracas
Em tempo que condensa.
Eu via algo em seus olhos
Uma leitura rasa que inventei
Tropeço em mim mesmo
Me falta algo, me falta alguém...
Me obrigo a isso
A aceitar
Que no fundo não sou nada
Não tenho nada
Não quero nada
Nem ninguém.
Um espectro entre curiosidade e paciência
Entre releituras de outros mundos
Em outros seres.
Escrever em processo mecânico
Uma ideia sem ação
Em constante mudança
Mas sempre o mesmo.
Sou um processo mecânico
Sou um circuito fechado
Reações químicas em um corpo
Vou supondo.
Não existe verdade, nem certo
Não existem dualismos
Está tudo solto, em elipses
Circunferindo-se em si
Expansível e retrátil
Poeira estelar.
Nem disso estou certo
Nem sei se errado,
Duvido da dúvida
Preso no linguajar.
Não quero mais livre associação
Encarando meia hora de branco
Vazio-decepção.
Escrevendo aos poucos
Reverbero em ecos distantes
Ondas cada vez mais fracas
Em tempo que condensa.
Eu via algo em seus olhos
Uma leitura rasa que inventei
Tropeço em mim mesmo
Me falta algo, me falta alguém...
Me obrigo a isso
A aceitar
Que no fundo não sou nada
Não tenho nada
Não quero nada
Nem ninguém.
Um espectro entre curiosidade e paciência
Entre releituras de outros mundos
Em outros seres.
Escrever em processo mecânico
Uma ideia sem ação
Em constante mudança
Mas sempre o mesmo.
Sou um processo mecânico
Sou um circuito fechado
Reações químicas em um corpo
Vou supondo.
Não existe verdade, nem certo
Não existem dualismos
Está tudo solto, em elipses
Circunferindo-se em si
Expansível e retrátil
Poeira estelar.
Nem disso estou certo
Nem sei se errado,
Duvido da dúvida
Preso no linguajar.
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