Eu queria ser um dia o que foi outrora
Passado em pássaro de quadro inacabado
E de sombra com seu voo intercalado
Muda pelo tempo, molda pela moldura.
Eu queria ser uma noite que não agora
Futuro em subterrâneo de horizonte dúnico
Qualquer fagulha súbita de luz em ponto único
Que faz diferença em escassez e que se devora.
Virgem de sentidos é aquele que ainda é sombra
De fagulha-pássaro da caverna que se pensa céu
Descrença se crê não só no contrário, deslumbra
Porto das noites e dias em linha de ponto único
Qualquer luz que é grandiosa na escuridão em véu
Do tempo-ilusão da mentira em imperativo (categórico).
31/03/2011
Pessoando novamente.
Não me vem mais nada
Mais nada além do nada
Nada além do mais nada além do nada
Mais nada além do nada além do mais nada além do nada
Nada, além do mais nada, além do nada, além do mais nada além, do nada.
Então que a vírgula me faz essa progressão...
Esperava tudo, menos isso do nada.
Não esperava vir nada do nada.
Nem além do mais nada
Nem nada além do nada
Nem além do mais nada além.
E se o nada é a possibilidade de tudo,
Haverá sempre outro nada depois do nada.
E depois de tudo, outro nada.
Não sou nada,
Não sou nada além do nada,
Nem nada além do mais nada além,
Nunca serei nada além do mais nada,
Não posso querer ser nada além do mais nada além do nada.
À parte isso, tenho em mim todos os nadas do mundo
Do universo, de tudo e de nada.
Sou o maior nada de todos os tempos
E ao mesmo tempo, nada...
Mais nada além do nada
Nada além do mais nada além do nada
Mais nada além do nada além do mais nada além do nada
Nada, além do mais nada, além do nada, além do mais nada além, do nada.
Então que a vírgula me faz essa progressão...
Esperava tudo, menos isso do nada.
Não esperava vir nada do nada.
Nem além do mais nada
Nem nada além do nada
Nem além do mais nada além.
E se o nada é a possibilidade de tudo,
Haverá sempre outro nada depois do nada.
E depois de tudo, outro nada.
Não sou nada,
Não sou nada além do nada,
Nem nada além do mais nada além,
Nunca serei nada além do mais nada,
Não posso querer ser nada além do mais nada além do nada.
À parte isso, tenho em mim todos os nadas do mundo
Do universo, de tudo e de nada.
Sou o maior nada de todos os tempos
E ao mesmo tempo, nada...
Ridiculamente desavisados
Desavisadamente ridículos
São os carros-parte-de-mim que passam pelas madrugadas não dormidas
E também os latidos-parte-de-mim dos cães quaisquer coisas das madrugadas dormidas.
Eu sou a hora em que se compra pão antes da aurora.
E também não sou semáforo em piscadas amarelas
Nas tardes de navio engarrafado do escritório empoeirado
Denunciado pela luz ali ou aqui de qualquer permissão persiana...
Desavisadamente ridículos
São os carros-parte-de-mim que passam pelas madrugadas não dormidas
E também os latidos-parte-de-mim dos cães quaisquer coisas das madrugadas dormidas.
Eu sou a hora em que se compra pão antes da aurora.
E também não sou semáforo em piscadas amarelas
Nas tardes de navio engarrafado do escritório empoeirado
Denunciado pela luz ali ou aqui de qualquer permissão persiana...
Sou o divórcio de um casal que antes foi feliz
E também não sou o acidente que permitiu
Que aparecesse em foto alheia tal casal, desconhecido
Mas eis que a olho e fito a dupla de sorrisos
¨Provavelmente tinham acabado de se conhecer¨, penso comigo
Penso em muitas coisas e que podia ser, na verdade,
Conciliação de amores que não se viam desde nunca.
É que às vezes a saudade vem, penso, num sorriso...
Sou os farelos que os pombos rejeitaram de alguém disposto
Não sei o que grãozinho que um levou consigo.
E também não sou o acidente que permitiu
Que aparecesse em foto alheia tal casal, desconhecido
Mas eis que a olho e fito a dupla de sorrisos
¨Provavelmente tinham acabado de se conhecer¨, penso comigo
Penso em muitas coisas e que podia ser, na verdade,
Conciliação de amores que não se viam desde nunca.
É que às vezes a saudade vem, penso, num sorriso...
Sou os farelos que os pombos rejeitaram de alguém disposto
Não sei o que grãozinho que um levou consigo.
Mas não sou a criança que presenciou isso
E também não sou sua primeira queda de bicicleta
Talvez o asfalto que a ralou o joelho
Ou o impacto que permitiu a quebra de um osso...
Mas não posso ser preocupação de mãe
Não posso ser as chegadas tardias de um filho adolescente
Seu primeiro porre, só se fosse pra afogar minhas mágoas...
Talvez a bebida barata deixada pela metade em bar vagabundo.
Alguma lua intrometida propondo lembranças mal vindas...
E também não sou sua primeira queda de bicicleta
Talvez o asfalto que a ralou o joelho
Ou o impacto que permitiu a quebra de um osso...
Mas não posso ser preocupação de mãe
Não posso ser as chegadas tardias de um filho adolescente
Seu primeiro porre, só se fosse pra afogar minhas mágoas...
Talvez a bebida barata deixada pela metade em bar vagabundo.
Alguma lua intrometida propondo lembranças mal vindas...
Me culpa esse azul-mar de faíscas formando espelho
De quaisquer distâncias que findam aos olhos, não consegui...
Nadei com a vista até o fundo dos dedos que, ao peito, aqui...
Fez aperto, subiu à garganta e empurrou para frente o olho
(Mas não consegui)
Turva. E a névoa real que me diz paisagem nova
Tolhe qualquer pensamento passante e molha
Drama qualquer pra qual quem se sente canalha
Por engolir em distração uma lágrima antes alva...
Horizontalizado na ausência de possíveis águas
Não digo do orgulho, nem de fé desacreditada
Que do começo, talvez, era ânsia desavisada...
E a visão que confunde azul d´água com ar
Turva só de ter lembrança-drama sem querer
Na culpa de querer nado a essa linha do esquecer...
Sim, querer é esquecer.
II
E que escrevo pensando sentir sempre o mesmo
Me aparecem imagens emolduradas que flutuam em vazios
Não me dizem nada mas sem elas não haveria
As mil palavras pra eu dizer que valem mais que elas.
Que agora que é noite, todo o meu pensar
Também é pardo.
(Se tivesse qualquer chance de te dizer, seria gago)
Existem sorrisos que são palhaços com lágrima pintada no rosto...
Se aumenta o sono, também o que escrevo é um retorno
Ao que sempre fiz mesmo antes de nascer...
E a cabeça se desligando, balbucia algumas palavras
Cansadas, ruminadas, qualquer coisa pra repousar
Esse ninar próprio e desentendido que vou repetindo
Sem me importar.
Não me faço diferença, mas abro os olhos
E tudo se difere do que sonhei ou esqueci sonhar.
Se faz diferença ser eu, faz pra outros.
E quem sou eu, senão muitos que desconheço?
Veja só que nem sei mentir.
Acordo e sigo duas rotinas, a de me lembrar do sonho
E a de me lembrar por que tento me lembrar do sonho.
Chega a hora do embaraço, até porque não sou eterno
E quem sou eu, senão muitos que finalizo?
Mesmo sem querer, mesmo sem poder, vice-versa
Com ou sem verso, que sei que estou é de prosa
Comigo e alguma parte minha que não sei mudar.
Mas ainda limpo a privada com o meu sorriso
E não consigo rir nem disso.
É, tá difícil...
Nadei com a vista até o fundo dos dedos que, ao peito, aqui...
Fez aperto, subiu à garganta e empurrou para frente o olho
(Mas não consegui)
Turva. E a névoa real que me diz paisagem nova
Tolhe qualquer pensamento passante e molha
Drama qualquer pra qual quem se sente canalha
Por engolir em distração uma lágrima antes alva...
Horizontalizado na ausência de possíveis águas
Não digo do orgulho, nem de fé desacreditada
Que do começo, talvez, era ânsia desavisada...
E a visão que confunde azul d´água com ar
Turva só de ter lembrança-drama sem querer
Na culpa de querer nado a essa linha do esquecer...
Sim, querer é esquecer.
II
E que escrevo pensando sentir sempre o mesmo
Me aparecem imagens emolduradas que flutuam em vazios
Não me dizem nada mas sem elas não haveria
As mil palavras pra eu dizer que valem mais que elas.
Que agora que é noite, todo o meu pensar
Também é pardo.
(Se tivesse qualquer chance de te dizer, seria gago)
Existem sorrisos que são palhaços com lágrima pintada no rosto...
Se aumenta o sono, também o que escrevo é um retorno
Ao que sempre fiz mesmo antes de nascer...
E a cabeça se desligando, balbucia algumas palavras
Cansadas, ruminadas, qualquer coisa pra repousar
Esse ninar próprio e desentendido que vou repetindo
Sem me importar.
Não me faço diferença, mas abro os olhos
E tudo se difere do que sonhei ou esqueci sonhar.
Se faz diferença ser eu, faz pra outros.
E quem sou eu, senão muitos que desconheço?
Veja só que nem sei mentir.
Acordo e sigo duas rotinas, a de me lembrar do sonho
E a de me lembrar por que tento me lembrar do sonho.
Chega a hora do embaraço, até porque não sou eterno
E quem sou eu, senão muitos que finalizo?
Mesmo sem querer, mesmo sem poder, vice-versa
Com ou sem verso, que sei que estou é de prosa
Comigo e alguma parte minha que não sei mudar.
Mas ainda limpo a privada com o meu sorriso
E não consigo rir nem disso.
É, tá difícil...
28/03/2011
III
Sinos agudos e abafados em surdina...
Ele a carrega adormecida em seus braços
O pequeno elevador sobe lentamente
Luz diáfana aos olhos, intermitente
"Quase lá" ele pensou, aos estilhaços...
Mas engoliu o choro.
IV
O som de um pântano distante, insetos em sinfonia...
O guerreiro enfraquecido a aguardar
A besta gigante ronda em sua procura
Acabou por impingir a si esta tortura
Se atreveu, por aventuras, a se encorajar
Aguarda iminência apenas com seu cansaço...
V
Se juntaram todas as noites mal dormidas...
Sonho distante que veio de outro sonho
Piscinas límpidas que no escuro brilham
Os mesmos olhos que outras escuras viram
O quase-sono que me veio em um clarão...
VI
Me esqueci do submundo que me veio em terra...
Aflui abaixo de meu consciente e é mistério
Em qualquer momento meio eis que me vem
Uma infância enterrada de todo meu aquém...
E da terra estéril nem mesmo caminho ou estrada...
VII
Tudo que me restou de qualquer coisa como que um segundo
Foi talvez mais que este momento que agora me é primeiro...
Castelo de areia feito no escuro que se desfaz em um roteiro...
Me esqueci dos pores de sol de um lago qualquer espelhado.
E o meu reflexo era sombra opaca do verdadeiro
Entreaberto em qualquer estrelado céu ao meio
Do que esqueci, mas que o amanhã então me veio
Sem lembranças de um dia que não passa por inteiro
Dia longo e curto que por si permitiu estorvo
Me esqueci até de esquecer completamente
Que em partes muito se sente e me parece novo.
Ainda espero pelo velho que não me chegou
Como um menino novo em deja vu alheio
Em um mapa da cidade que conhecer esperou...
Perdoe-me não me sentir inteiro
Ao máximo quase lá.
Mas o que é quase para alguém que só se lembra aos meios...
Sinos agudos e abafados em surdina...
Ele a carrega adormecida em seus braços
O pequeno elevador sobe lentamente
Luz diáfana aos olhos, intermitente
"Quase lá" ele pensou, aos estilhaços...
Mas engoliu o choro.
IV
O som de um pântano distante, insetos em sinfonia...
O guerreiro enfraquecido a aguardar
A besta gigante ronda em sua procura
Acabou por impingir a si esta tortura
Se atreveu, por aventuras, a se encorajar
Aguarda iminência apenas com seu cansaço...
V
Se juntaram todas as noites mal dormidas...
Sonho distante que veio de outro sonho
Piscinas límpidas que no escuro brilham
Os mesmos olhos que outras escuras viram
O quase-sono que me veio em um clarão...
VI
Me esqueci do submundo que me veio em terra...
Aflui abaixo de meu consciente e é mistério
Em qualquer momento meio eis que me vem
Uma infância enterrada de todo meu aquém...
E da terra estéril nem mesmo caminho ou estrada...
VII
Tudo que me restou de qualquer coisa como que um segundo
Foi talvez mais que este momento que agora me é primeiro...
Castelo de areia feito no escuro que se desfaz em um roteiro...
Me esqueci dos pores de sol de um lago qualquer espelhado.
E o meu reflexo era sombra opaca do verdadeiro
Entreaberto em qualquer estrelado céu ao meio
Do que esqueci, mas que o amanhã então me veio
Sem lembranças de um dia que não passa por inteiro
Dia longo e curto que por si permitiu estorvo
Me esqueci até de esquecer completamente
Que em partes muito se sente e me parece novo.
Ainda espero pelo velho que não me chegou
Como um menino novo em deja vu alheio
Em um mapa da cidade que conhecer esperou...
Perdoe-me não me sentir inteiro
Ao máximo quase lá.
Mas o que é quase para alguém que só se lembra aos meios...
27/03/2011
A qualquer coisa
I
Barulho do mar, grilos, notas aleatórias de um piano, murmúrios de conversas, noite, em surdina...
Se eu realmente soubesse mentir
Não me enganaria nem uma vez...
Se eu realmente soubesse o que é verdade
Não duvidaria de qualquer coisa que penso.
Não conseguir fixar os olhos no próprio reflexo dos olhos...
Que também me fixariam os olhos se eu conseguisse.
Achar que o sonho mal lembrado é a maior importância que se pode ter...
Se eu soubesse o que saber, onde que me ficariam as dúvidas?
E se eu duvidasse até da dúvida, teria que no fundo então acreditar em algo...
Não conseguir respostas para as próprias perguntas que me faço...
Quem sou eu, quem sou eu... Sou qualquer coisa além de mim?
E o que sei do que está além de qualquer coisa além de mim?
Sou qualquer coisa mas prefiro não ser nada.
Não saberia ser alguma coisa, não...
Vou acreditando em qualquer coisa, duvidando de qualquer dúvida...
Mas nem por isso devo ter certeza...
Tempo morto, só vou ocupando a cabeça com vazios...
Nem sei se sou, nem sei se fui, se serei
Agora não parece que estou a ser, mas e depois, será que será?
Será que algum futuro acaba ficando pra trás?
E algum passado meu nem chegou a acontecer?
Sim...
O que vivo é não aceitar que passado e futuro estão ao mesmo tempo juntos...
Sabe aquela menina bonita que foi deslumbre logo na primeira vez? Já a conhecia.
Sabe aquela noite terrível que não conseguia esquecer? Nunca existiu.
Vou em caminho de caminho nenhum, caminho qualquer, que me importa...
Caminho.
O fim da estrada, não sei, não sei sequer se tem
Mas sei que em mim ou nela haverá um fim, sim...
Que ele existe entre eu e ela e é também o impedimento
Que nos permite desconhecer um ao outro...
No máximo, um talvez.
O medo do nada, sim, mas não sei qual disso o fim...
O início já não me lembro, vai ver é como depois que acaba.
Depois que acaba, começa, não é mesmo? Ou vai ver fica acabado.
Vai ver começa acabado e nunca percebi.
O que percebo é onda que as ondas fizeram, que agora fazem outras ondas, cada vez menores...
Por que me parece que algum dia que não veio ou que passou está a acontecer exatamente agora?
Não sei se gosto mais de pergunta ou de resposta, afirmar ou negar. Mas sem um oposto, como saberia do outro?
Acho que gosto mesmo de perguntar.
Eu queria continuar, queria continuar para sempre
De não haver para sempre que bastasse...
Vou acabar parando, não sei quando, mas vou.
Engraçado que quando me vêm ideias às vezes não as sei escrever
E quando não sei o que escrever, sinto que posso continuar
Como se o tempo não existisse.
E pelos segundos que achei que não existiam, decidi continuar...
no vácuo de pensamentos, inspirações
Decidi relatar o que não encontrei
O afastamento lento de mim mesmo.
Não devo estar suficientemente a esmo
Para encontrar um rumo
E em mim poder dizer que achei...
Barulho do mar, grilos, notas aleatórias de um piano, murmúrios de conversas, noite, em surdina...
Se eu realmente soubesse mentir
Não me enganaria nem uma vez...
Se eu realmente soubesse o que é verdade
Não duvidaria de qualquer coisa que penso.
Não conseguir fixar os olhos no próprio reflexo dos olhos...
Que também me fixariam os olhos se eu conseguisse.
Achar que o sonho mal lembrado é a maior importância que se pode ter...
Se eu soubesse o que saber, onde que me ficariam as dúvidas?
E se eu duvidasse até da dúvida, teria que no fundo então acreditar em algo...
Não conseguir respostas para as próprias perguntas que me faço...
Quem sou eu, quem sou eu... Sou qualquer coisa além de mim?
E o que sei do que está além de qualquer coisa além de mim?
Sou qualquer coisa mas prefiro não ser nada.
Não saberia ser alguma coisa, não...
Vou acreditando em qualquer coisa, duvidando de qualquer dúvida...
Mas nem por isso devo ter certeza...
Tempo morto, só vou ocupando a cabeça com vazios...
Nem sei se sou, nem sei se fui, se serei
Agora não parece que estou a ser, mas e depois, será que será?
Será que algum futuro acaba ficando pra trás?
E algum passado meu nem chegou a acontecer?
Sim...
O que vivo é não aceitar que passado e futuro estão ao mesmo tempo juntos...
Sabe aquela menina bonita que foi deslumbre logo na primeira vez? Já a conhecia.
Sabe aquela noite terrível que não conseguia esquecer? Nunca existiu.
Vou em caminho de caminho nenhum, caminho qualquer, que me importa...
Caminho.
O fim da estrada, não sei, não sei sequer se tem
Mas sei que em mim ou nela haverá um fim, sim...
Que ele existe entre eu e ela e é também o impedimento
Que nos permite desconhecer um ao outro...
No máximo, um talvez.
O medo do nada, sim, mas não sei qual disso o fim...
O início já não me lembro, vai ver é como depois que acaba.
Depois que acaba, começa, não é mesmo? Ou vai ver fica acabado.
Vai ver começa acabado e nunca percebi.
O que percebo é onda que as ondas fizeram, que agora fazem outras ondas, cada vez menores...
Por que me parece que algum dia que não veio ou que passou está a acontecer exatamente agora?
Não sei se gosto mais de pergunta ou de resposta, afirmar ou negar. Mas sem um oposto, como saberia do outro?
Acho que gosto mesmo de perguntar.
Eu queria continuar, queria continuar para sempre
De não haver para sempre que bastasse...
Vou acabar parando, não sei quando, mas vou.
Engraçado que quando me vêm ideias às vezes não as sei escrever
E quando não sei o que escrever, sinto que posso continuar
Como se o tempo não existisse.
E pelos segundos que achei que não existiam, decidi continuar...
no vácuo de pensamentos, inspirações
Decidi relatar o que não encontrei
O afastamento lento de mim mesmo.
Não devo estar suficientemente a esmo
Para encontrar um rumo
E em mim poder dizer que achei...
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