De quaisquer distâncias que findam aos olhos, não consegui...
Nadei com a vista até o fundo dos dedos que, ao peito, aqui...
Fez aperto, subiu à garganta e empurrou para frente o olho
(Mas não consegui)
Turva. E a névoa real que me diz paisagem nova
Tolhe qualquer pensamento passante e molha
Drama qualquer pra qual quem se sente canalha
Por engolir em distração uma lágrima antes alva...
Horizontalizado na ausência de possíveis águas
Não digo do orgulho, nem de fé desacreditada
Que do começo, talvez, era ânsia desavisada...
E a visão que confunde azul d´água com ar
Turva só de ter lembrança-drama sem querer
Na culpa de querer nado a essa linha do esquecer...
Sim, querer é esquecer.
II
E que escrevo pensando sentir sempre o mesmo
Me aparecem imagens emolduradas que flutuam em vazios
Não me dizem nada mas sem elas não haveria
As mil palavras pra eu dizer que valem mais que elas.
Que agora que é noite, todo o meu pensar
Também é pardo.
(Se tivesse qualquer chance de te dizer, seria gago)
Existem sorrisos que são palhaços com lágrima pintada no rosto...
Se aumenta o sono, também o que escrevo é um retorno
Ao que sempre fiz mesmo antes de nascer...
E a cabeça se desligando, balbucia algumas palavras
Cansadas, ruminadas, qualquer coisa pra repousar
Esse ninar próprio e desentendido que vou repetindo
Sem me importar.
Não me faço diferença, mas abro os olhos
E tudo se difere do que sonhei ou esqueci sonhar.
Se faz diferença ser eu, faz pra outros.
E quem sou eu, senão muitos que desconheço?
Veja só que nem sei mentir.
Acordo e sigo duas rotinas, a de me lembrar do sonho
E a de me lembrar por que tento me lembrar do sonho.
Chega a hora do embaraço, até porque não sou eterno
E quem sou eu, senão muitos que finalizo?
Mesmo sem querer, mesmo sem poder, vice-versa
Com ou sem verso, que sei que estou é de prosa
Comigo e alguma parte minha que não sei mudar.
Mas ainda limpo a privada com o meu sorriso
E não consigo rir nem disso.
É, tá difícil...
Nadei com a vista até o fundo dos dedos que, ao peito, aqui...
Fez aperto, subiu à garganta e empurrou para frente o olho
(Mas não consegui)
Turva. E a névoa real que me diz paisagem nova
Tolhe qualquer pensamento passante e molha
Drama qualquer pra qual quem se sente canalha
Por engolir em distração uma lágrima antes alva...
Horizontalizado na ausência de possíveis águas
Não digo do orgulho, nem de fé desacreditada
Que do começo, talvez, era ânsia desavisada...
E a visão que confunde azul d´água com ar
Turva só de ter lembrança-drama sem querer
Na culpa de querer nado a essa linha do esquecer...
Sim, querer é esquecer.
II
E que escrevo pensando sentir sempre o mesmo
Me aparecem imagens emolduradas que flutuam em vazios
Não me dizem nada mas sem elas não haveria
As mil palavras pra eu dizer que valem mais que elas.
Que agora que é noite, todo o meu pensar
Também é pardo.
(Se tivesse qualquer chance de te dizer, seria gago)
Existem sorrisos que são palhaços com lágrima pintada no rosto...
Se aumenta o sono, também o que escrevo é um retorno
Ao que sempre fiz mesmo antes de nascer...
E a cabeça se desligando, balbucia algumas palavras
Cansadas, ruminadas, qualquer coisa pra repousar
Esse ninar próprio e desentendido que vou repetindo
Sem me importar.
Não me faço diferença, mas abro os olhos
E tudo se difere do que sonhei ou esqueci sonhar.
Se faz diferença ser eu, faz pra outros.
E quem sou eu, senão muitos que desconheço?
Veja só que nem sei mentir.
Acordo e sigo duas rotinas, a de me lembrar do sonho
E a de me lembrar por que tento me lembrar do sonho.
Chega a hora do embaraço, até porque não sou eterno
E quem sou eu, senão muitos que finalizo?
Mesmo sem querer, mesmo sem poder, vice-versa
Com ou sem verso, que sei que estou é de prosa
Comigo e alguma parte minha que não sei mudar.
Mas ainda limpo a privada com o meu sorriso
E não consigo rir nem disso.
É, tá difícil...
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