Vou ser sincero:
A felicidade alheia me ofende profundamente...
Não acho justo em momento algum que, em público,
joguem em minha cara, sem remorso ou culpa
O que não consigo alcançar.
Vou ser sincero:
Gosto de criar mentiras sem nenhum motivo...
Não acho justo em momento algum que se precise
De bons (ou maus) motivos pra se criar uma
Afinal, existem mentiras boas
E péssimas verdades.
A melhor parte, deixo aqui:
Já devia ter largado isso, já não sei se consigo...
Não acho justo que em momento algum eu admita
Que acabo me encontrando em algo escrito
Por alguém que tento não ser.
(Que acabo me encontrando em algo escrito
Por alguém que tenta não ser)
...
30/04/2011
25/04/2011
Maneiras
Correr no suspenso de meus passados que inexistem
Fechar os olhos que são molduras de quadro inacabado
As portas que entrei eram janelas
De vista a todos os dias da rua que havia passado
(Se sou engraçado?)
Rua que não me passa...
Atrasando o próprio atraso
Medir falta de medida desmede o que foi medido
Eu poderia correr sem rumo, mas prefiro andar
Em círculos perfeitos...
De arremesso a qualquer tacada
A máscara do disfarce já não me sai
E quem sou eu senão muitos que finalizo?
Não espero mais nada, a fonte secou
E o canto de antes agora é mudo
Vejo um preto-interrogação de amanhã
Que é também um pouco dos dias
Que por não me passarem não vão a lugar algum
Meu corpo é uma dívida
E qualquer simpatia, uma solidão
Se protegendo de si mesma...
Fechar os olhos já não me faz diferença
Não que eu saiba o que vejo
(Quem sou eu senão muitos que inventei?)
Escutei de minha própria boca independente
Amar é o mais nobre dos esquecimentos
Entendi porque tudo me vinha pelas metades...
E você que não entende eu não querer nada
Ser egoísta o suficiente em não amar por mim.
Talvez tenha me importado vez ou outra
Mas é qualquer coisa além de mim, sim...
Indefinível, porém inteligível
Ainda que o perceba por sentidos
(Sentidos de cidade pequena)
Dos olhos por olhos de um mundo cego
Pois quem cega acredita ver...
Pode ter ficado para trás em algum dia que viria
E o que me faltou pode não chegar.
Antigamente eu era qualquer coisa
Qualquer coisa além de mim
Sentindo isso novamente
Ainda que não houvesse sentido antes
Me é agora uma garganta fechando.
Fechar os olhos que são molduras de quadro inacabado
As portas que entrei eram janelas
De vista a todos os dias da rua que havia passado
(Se sou engraçado?)
Rua que não me passa...
Atrasando o próprio atraso
Medir falta de medida desmede o que foi medido
Eu poderia correr sem rumo, mas prefiro andar
Em círculos perfeitos...
De arremesso a qualquer tacada
A máscara do disfarce já não me sai
E quem sou eu senão muitos que finalizo?
Não espero mais nada, a fonte secou
E o canto de antes agora é mudo
Vejo um preto-interrogação de amanhã
Que é também um pouco dos dias
Que por não me passarem não vão a lugar algum
Meu corpo é uma dívida
E qualquer simpatia, uma solidão
Se protegendo de si mesma...
Fechar os olhos já não me faz diferença
Não que eu saiba o que vejo
(Quem sou eu senão muitos que inventei?)
Escutei de minha própria boca independente
Amar é o mais nobre dos esquecimentos
Entendi porque tudo me vinha pelas metades...
E você que não entende eu não querer nada
Ser egoísta o suficiente em não amar por mim.
Talvez tenha me importado vez ou outra
Mas é qualquer coisa além de mim, sim...
Indefinível, porém inteligível
Ainda que o perceba por sentidos
(Sentidos de cidade pequena)
Dos olhos por olhos de um mundo cego
Pois quem cega acredita ver...
Pode ter ficado para trás em algum dia que viria
E o que me faltou pode não chegar.
Antigamente eu era qualquer coisa
Qualquer coisa além de mim
Sentindo isso novamente
Ainda que não houvesse sentido antes
Me é agora uma garganta fechando.
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