Eu morreria por um motivo pra viver
Sofreria por uma falsidade
Cada vez menor que as outras...
Até quando acerto é por engano
Não costumo a lembrar de ter me esquecido
Se me faz diferença, são pelos mesmos motivos
Ao máximo quase lá.
Confuso até na dúvida
Nem dela tenho certeza
Sem ela não poderei saber
Se além dela há apenas outra
Quem sabe até uma verdade
(Ainda que eu não precise dela)...
O tema é indefinido
Me falta o objeto
Não se chama a quem não tem nome
E que tudo fosse colorido
Que eu rime ou me passe por esperto
Haverá dor infame
Escrita apenas em vermelho.
Porque me contradigo de muitas maneiras
Nem tudo é perfeito
Mas um círculo talvez seja
Mesmo que a ele eu nunca tenha visto
O começo supõe do fim
Outros recomeços...
E pra ser sincero já não concordo
Com o modo em que comecei
Mas preciso terminar sem motivos
Mesmo já tendo começado
Pelo fim das lembranças pela metade
Quase lá.