Despeje em meus ouvidos
O aviso
¨O que não sente dor
Causa.¨
Inevitável como a morte
O sorriso amarelo
O minimalismo da perfeição
E a imprecisão
Da palavra
Traindo a si.
São como as pessoas.
Só que ficam.
É inevitável não pensar
Em dedos que não se tocam
Feitos de passado e futuro
Com mãos dadas
Entrelaçando-se
Em possibilidades
Ainda não traçadas
O meu maior presente.
23/03/2012
Silêncio canta em meus ouvidos
As mesmas frases em que sonhei ouvir
Quando a vida me passava de outra maneira
Em um tempo que ainda
Não era desfeito em mim.
Agora o que passou é também
Um fantasma querendo existir
Sussurra silêncios
Enquanto durmo.
Vazio É sempre um rio estiado
De todas as coisas que não fui.
Escrevo em círculos
Reciclo meus ciclos
Desconstruo
Amores
Que nunca me aconteceram.
Não idealizo
Não realizo
Não existo.
Dor é um amigo
A te lembrar
que está vivo
O ar que respiro
A ele, tudo que desejei.
As mesmas frases em que sonhei ouvir
Quando a vida me passava de outra maneira
Em um tempo que ainda
Não era desfeito em mim.
Agora o que passou é também
Um fantasma querendo existir
Sussurra silêncios
Enquanto durmo.
Vazio É sempre um rio estiado
De todas as coisas que não fui.
Escrevo em círculos
Reciclo meus ciclos
Desconstruo
Amores
Que nunca me aconteceram.
Não idealizo
Não realizo
Não existo.
Dor é um amigo
A te lembrar
que está vivo
O ar que respiro
A ele, tudo que desejei.
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