Despeje em meus ouvidos
O aviso
¨O que não sente dor
Causa.¨
Inevitável como a morte
O sorriso amarelo
O minimalismo da perfeição
E a imprecisão
Da palavra
Traindo a si.
São como as pessoas.
Só que ficam.
É inevitável não pensar
Em dedos que não se tocam
Feitos de passado e futuro
Com mãos dadas
Entrelaçando-se
Em possibilidades
Ainda não traçadas
O meu maior presente.
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