23/03/2012

Despeje em meus ouvidos
O aviso

¨O que não sente dor
Causa.¨

Inevitável como a morte
O sorriso amarelo
O minimalismo da perfeição
E a imprecisão
Da palavra
Traindo a si.

São como as pessoas.

Só que ficam.

É inevitável não pensar
Em dedos que não se tocam
Feitos de passado e futuro
Com mãos dadas
Entrelaçando-se
Em possibilidades
Ainda não traçadas

O meu maior presente.

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