21/01/2011
Fractais de neve no oceânico espaço sideral cardíaco, pulsado pela ideia do improvável infinito. Ambivalência antagônica, paradoxo de semelhantes... Vejo a alegria com tristeza... Um mundo que perdeu suas cores, eram apenas comprimento de onda, frequências... Quanto mais caminho, mais tenho que correr. Quanto mais sonho, menos resta-me viver. Vivo em sonhos, sonâmbulo iludido do dia a dia. Amores em branco. Sábio aquele que aceitou, por trás do nada, amar muito: é mais belo que qualquer verso de esquecimento; só resta então o pouco que é muito, o luxo que é humilde... A passagem que não dá a lugar algum, mas que ainda é passagem. Vejo mais por sonhos que por olhos, tenho amado em outros mundos, outras vidas... Penso mais e mais em alguém, disso aceito que, crescentemente, sou sozinho. E o que me resta, não deve ser. Pois entendo quem está só, somente só entenderias o que é companhia... Faço-me favores de ser mais o que sou menos. E o que sou mais, é não sendo.
Clamor pela vitória pelo que não pode ser vencido, unanimidade em concordância com uma exceção, não se pode lutar contra a natureza humana. Séculos de opressão e apenas alguns minutos restantes, agonia por uma felicidade inalcançável por chegar tão perto ao alcance de fazer-se acreditar alcançável. Mas aproxima-se e distancia-se apenas no contexto do impossível. Uma piscina que não se pode nadar. A água que não deve ser tocada, nem bebida. O amor que não deve ser amado, guardado como uva, secou-se em amargo... Passa. Um escuro que apaga o dia. Distâncias incalculáveis por telepatia. Alguns planetas, infinitas formas de vida, apenas um sonho. Apenas um sonho. Abandonado de mim, que não mereço ser feliz. Fui buscar felicidade mas ela já estava aqui, sentada, fitando-me nos olhos. Sou infeliz. Mereço o mal. Sou mau. E o que é ruim nesse mundo é apenas um reflexo de meu comportamento. Tenho sido muitos em um porque ao fundo não sou nenhum. O nunca em todos os meus dias, nunca que virou sempre...
19/01/2011
Meu inconsciente é um castelo subterrâneo
De harpias e trogloditas a serem governados
Por um grande dragão negro também governado
Por um certo humano, meu terreno conterrâneo.
Mas nunca se sabe quem domina quem
Em dois pontos de vista opostos
Necessários um ao outro para coexistirem
Em um dúbio mundo de corretos
Nunca se sabe se há dia ou noite
Numa estranha estrada para a superfície...
Dos excessos iniciais de luz, do incrível
Que depois, crível
Não é mais superfície
E sim calabouço.
De harpias e trogloditas a serem governados
Por um grande dragão negro também governado
Por um certo humano, meu terreno conterrâneo.
Mas nunca se sabe quem domina quem
Em dois pontos de vista opostos
Necessários um ao outro para coexistirem
Em um dúbio mundo de corretos
Nunca se sabe se há dia ou noite
Numa estranha estrada para a superfície...
Dos excessos iniciais de luz, do incrível
Que depois, crível
Não é mais superfície
E sim calabouço.
Te amei mil vezes em surdina...
Precisamente imperfeito
Perfeitamente impreciso
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes em surdina...
Seu sol nasce
Onde o meu se põe
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes em surdina...
A liberdade de eu lhe ser indiferente
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes em surdina...
Também não espero nada de ti
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes, em surdina.
Precisamente imperfeito
Perfeitamente impreciso
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes em surdina...
Seu sol nasce
Onde o meu se põe
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes em surdina...
A liberdade de eu lhe ser indiferente
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes em surdina...
Também não espero nada de ti
Círculos cada vez mais perfeitos.
Te amei mil vezes, em surdina.
Chove no nevoeiro esta escrita
Hoje é o dia do esquecimento, dia de meu alento
Dia claro que me é escuro, de opostos que me são
Parecidos, dor que me cura, anseio por dentro...
Por fora, sou calmo, discreto em dias que virão
Da agonia de uma lenta tarde nos limites da terra
De minha calma, de coisas mágicas e terrenas
Meu olhar deu a volta ao mundo, não se esbarra
Em nenhum fim de mar, nem em coisas pequenas
Que sinto por dentro, mas que são grandes por fora
Vejo a aurora fazendo da escuridão uma refém
E se eu simplesmente não gostasse de ninguém
De que motivo me valeria viver, sem acreditar
Em algo que valha a pena morrer, em uma página em branco
Infinitamente finita, de qualquer poesia a ser cabida?
Dia claro que me é escuro, de opostos que me são
Parecidos, dor que me cura, anseio por dentro...
Por fora, sou calmo, discreto em dias que virão
Da agonia de uma lenta tarde nos limites da terra
De minha calma, de coisas mágicas e terrenas
Meu olhar deu a volta ao mundo, não se esbarra
Em nenhum fim de mar, nem em coisas pequenas
Que sinto por dentro, mas que são grandes por fora
Vejo a aurora fazendo da escuridão uma refém
E se eu simplesmente não gostasse de ninguém
De que motivo me valeria viver, sem acreditar
Em algo que valha a pena morrer, em uma página em branco
Infinitamente finita, de qualquer poesia a ser cabida?
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