02/05/2010

Pés na areia, luzes flácidas, como que fumaça, se movem. Uma silhueta de uma pessoa de costas, não se pode distinguir cor, idade, só sei que está a observar o sol se por, de frente para o mar, na específica hora em que o astro se une às águas e que depois é engolido por elas. Nesse instante é como se a água gesticulasse, com seus ruídos, um tipo de despedida. Mãos na cabeça, deitado na areia, as estrelas começam o cortejo. É como se tudo fosse preparado, tudo calculado.
Something that only I can see, something between obvious and known, something deeply inside everybody's mind but only triggerable in mine. Things we all say, things we think only we know, things we wonder if they are understandable. Seems distant but somewhere between time and space, between wonder and reality, it passes through, easily and naturally. Does it exists or do I have to make it real?