02/05/2010

Pés na areia, luzes flácidas, como que fumaça, se movem. Uma silhueta de uma pessoa de costas, não se pode distinguir cor, idade, só sei que está a observar o sol se por, de frente para o mar, na específica hora em que o astro se une às águas e que depois é engolido por elas. Nesse instante é como se a água gesticulasse, com seus ruídos, um tipo de despedida. Mãos na cabeça, deitado na areia, as estrelas começam o cortejo. É como se tudo fosse preparado, tudo calculado.

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