Fora de si
Sujam páginas em branco
Repete ao ouvido
Fazer do pouco, mais.
Pálida índole
Hesitar tem sido
Um pouco mais
De quase nada
Vai indo
Fora de si.
29/10/2014
10/09/2014
19/05/2014
Regressivo linear
Me contradigo.
Não entendendo simpatia
Com o desconhecido
Muito menos ódio
Com o que não tenho sido
O que não sou
Tem sido eu.
Última mensagem
Mesmo que primeira
De mais mesmos
A serem ditos
Sobre o nada
(A ser dito).
Ad infinitum
Até que acabe.
Pois nada (ou o nada)
É feito de palavras
O universo expande sem ideias
Travando em falsos passos
A lugar nenhum
Um sempre talvez,
Talvez sempre.
O fim
No final das contas
Não precisa de meios
E já passou da hora
De começar.
Não entendendo simpatia
Com o desconhecido
Muito menos ódio
Com o que não tenho sido
O que não sou
Tem sido eu.
Última mensagem
Mesmo que primeira
De mais mesmos
A serem ditos
Sobre o nada
(A ser dito).
Ad infinitum
Até que acabe.
Pois nada (ou o nada)
É feito de palavras
O universo expande sem ideias
Travando em falsos passos
A lugar nenhum
Um sempre talvez,
Talvez sempre.
O fim
No final das contas
Não precisa de meios
E já passou da hora
De começar.
16/05/2014
Vago
Certo de que não há certo
Se ocupa de distrações
Forçando oposições
Ao nada a ser dito.
Não há mais sentido
Continuar sem motivo
Em mais um recomeço
Do meio sem fim.
Pois como sabem
Repito.
Polindo vazio de ecos
Em ondas agora raras
A palavra cada vez mais fraca
Cravando mentiras na pedra
Mil vezes contornadas.
Pois como sabem
Ando em círculos.
Que se sigam as mesmas
De outro modo
Em muitos outros
Que virão.
Se ocupa de distrações
Forçando oposições
Ao nada a ser dito.
Não há mais sentido
Continuar sem motivo
Em mais um recomeço
Do meio sem fim.
Pois como sabem
Repito.
Polindo vazio de ecos
Em ondas agora raras
A palavra cada vez mais fraca
Cravando mentiras na pedra
Mil vezes contornadas.
Pois como sabem
Ando em círculos.
Que se sigam as mesmas
De outro modo
Em muitos outros
Que virão.
22/04/2014
" - Eles são diferentes dos messias. Eles não têm nada a ver com sistemas filosóficos. Eles são fatos. Alguns, muito simples: o sol, o mar, o ar. Alguns são mais complexos: violência, amor, a mãe, o pai. Não faz grande diferença quem seja a Rainha dos céus, Maria ou Ísis ou Juno. O que importa é que a ideia de mãe exista, e sempre existirá. Algumas vezes, a mãe domina. Às vezes não, e o filho reina. Há períodos em que reina a guerra ou a justiça...
- E o amor?
- Você já é capaz de ver a coisa até o fim? - Ela o olhou com estranheza, como se ele a tivesse assustado, mas não havia motivo de alarme. Ele não tinha entendido."
O aperto na garganta
A sincronicidade
As três figuras messiânicas
Citadas em livro antes de mim
Formulados por mim antes de ler
Como se eu me antecedesse
Antes mesmo de saber
Onde encontrar
O que tenho pensado
Pensei por tempos
Que ressonância em gostos
Estilos, olhares
Fosse também sincronicidade
Mas vivemos cada um em seu mundo
E o que penso me inclina
Às coincidências
Parece místico
Parece espiritual
Quando me dou conta das coisas
Elas aparecem em todo lugar
Fina ironia à espera
De alguém que perceba
Síndrome noir
Onde cérebro conspira
Antes mesmo que se saiba saber
Pois eu não vejo amor
E a garganta aperta.
- E o amor?
- Você já é capaz de ver a coisa até o fim? - Ela o olhou com estranheza, como se ele a tivesse assustado, mas não havia motivo de alarme. Ele não tinha entendido."
O aperto na garganta
A sincronicidade
As três figuras messiânicas
Citadas em livro antes de mim
Formulados por mim antes de ler
Como se eu me antecedesse
Antes mesmo de saber
Onde encontrar
O que tenho pensado
Pensei por tempos
Que ressonância em gostos
Estilos, olhares
Fosse também sincronicidade
Mas vivemos cada um em seu mundo
E o que penso me inclina
Às coincidências
Parece místico
Parece espiritual
Quando me dou conta das coisas
Elas aparecem em todo lugar
Fina ironia à espera
De alguém que perceba
Síndrome noir
Onde cérebro conspira
Antes mesmo que se saiba saber
Pois eu não vejo amor
E a garganta aperta.
21/04/2014
Não quero mais poesia
Não quero mais livre associação
Encarando meia hora de branco
Vazio-decepção.
Escrevendo aos poucos
Reverbero em ecos distantes
Ondas cada vez mais fracas
Em tempo que condensa.
Eu via algo em seus olhos
Uma leitura rasa que inventei
Tropeço em mim mesmo
Me falta algo, me falta alguém...
Me obrigo a isso
A aceitar
Que no fundo não sou nada
Não tenho nada
Não quero nada
Nem ninguém.
Um espectro entre curiosidade e paciência
Entre releituras de outros mundos
Em outros seres.
Escrever em processo mecânico
Uma ideia sem ação
Em constante mudança
Mas sempre o mesmo.
Sou um processo mecânico
Sou um circuito fechado
Reações químicas em um corpo
Vou supondo.
Não existe verdade, nem certo
Não existem dualismos
Está tudo solto, em elipses
Circunferindo-se em si
Expansível e retrátil
Poeira estelar.
Nem disso estou certo
Nem sei se errado,
Duvido da dúvida
Preso no linguajar.
Não quero mais livre associação
Encarando meia hora de branco
Vazio-decepção.
Escrevendo aos poucos
Reverbero em ecos distantes
Ondas cada vez mais fracas
Em tempo que condensa.
Eu via algo em seus olhos
Uma leitura rasa que inventei
Tropeço em mim mesmo
Me falta algo, me falta alguém...
Me obrigo a isso
A aceitar
Que no fundo não sou nada
Não tenho nada
Não quero nada
Nem ninguém.
Um espectro entre curiosidade e paciência
Entre releituras de outros mundos
Em outros seres.
Escrever em processo mecânico
Uma ideia sem ação
Em constante mudança
Mas sempre o mesmo.
Sou um processo mecânico
Sou um circuito fechado
Reações químicas em um corpo
Vou supondo.
Não existe verdade, nem certo
Não existem dualismos
Está tudo solto, em elipses
Circunferindo-se em si
Expansível e retrátil
Poeira estelar.
Nem disso estou certo
Nem sei se errado,
Duvido da dúvida
Preso no linguajar.
01/04/2014
17/03/2014
Talvez uma certeza
Aos poucos se aponta
Coração.
Certo de que clareza
Estreita
Aproximação.
Da parte que toca
Futuro e passado
De mãos dadas
Fica o maior presente.
O ausente e presente
Tocam-se
Em tempo que não se ganha
E não se perde;
Agora é sempre.
Quem sou a ser?
O que posso ser sendo...?
O que sinto em sentidos
Que sentem em mim?
Sem rodeio
Sem floreio
Com pouco
Querendo muito
Forçando o mesmo
De outro modo.
Repetindo-se em possibilidade
Não traçada
Escrevendo sonhos
Numa palavra
Ainda não inventada.
Ecos de ondas
Cada vez mais raras.
Aos poucos se aponta
Coração.
Certo de que clareza
Estreita
Aproximação.
Da parte que toca
Futuro e passado
De mãos dadas
Fica o maior presente.
O ausente e presente
Tocam-se
Em tempo que não se ganha
E não se perde;
Agora é sempre.
Quem sou a ser?
O que posso ser sendo...?
O que sinto em sentidos
Que sentem em mim?
Sem rodeio
Sem floreio
Com pouco
Querendo muito
Forçando o mesmo
De outro modo.
Repetindo-se em possibilidade
Não traçada
Escrevendo sonhos
Numa palavra
Ainda não inventada.
Ecos de ondas
Cada vez mais raras.
23/02/2014
Dú vida
Entre escombros
E dias sobrepostos
Procurando algo a ser dito
Entre sucatas que repito
O tempo agora um velho amigo
Aos poucos que restaram.
Na superfície e escondida
Uma palavra que não vive
E no silêncio apenas
Faz sentido.
Forçando opostos
Em ecos cada vez mais rasos
Os sonhos são raros.
E dias sobrepostos
Procurando algo a ser dito
Entre sucatas que repito
O tempo agora um velho amigo
Aos poucos que restaram.
Na superfície e escondida
Uma palavra que não vive
E no silêncio apenas
Faz sentido.
Forçando opostos
Em ecos cada vez mais rasos
Os sonhos são raros.
14/02/2014
Nuance
[1]
O que é um sonho
Uma dúvida
O mistério e as cores
O que são mãos dadas
Numa direção?
Foi só
Que percebi
Apenas só
Quem não é de alguém
Não se perde
Nem se encontra.
Reciclando sucata polida
Apertando a garganta
Ficam notas de despedida
Da volta sem ida.
Uma dor vazia
Sem lição.
[2]
Os mortos deixam linhas
O tempo envelhece
E não há dia que passe
Sem memória
Do que deixamos de ser.
Procurando entre coisas ditas
Um pouco mais a ser dito
Procurando o encaixe
Que toque o peito
Procurando mais batidas
Que não as minhas
Parece que falta
E falha...
Ser boa lembrança
Pouco de infância
Porta aberta
Olhar de relance
Filme antigo
Manhã com neblina
Criando romance
O medo de ligar
E esquecer
Que nada vai sobrar
Além de lembrança.
O que é um sonho
Uma dúvida
O mistério e as cores
O que são mãos dadas
Numa direção?
Foi só
Que percebi
Apenas só
Quem não é de alguém
Não se perde
Nem se encontra.
Reciclando sucata polida
Apertando a garganta
Ficam notas de despedida
Da volta sem ida.
Uma dor vazia
Sem lição.
[2]
Os mortos deixam linhas
O tempo envelhece
E não há dia que passe
Sem memória
Do que deixamos de ser.
Procurando entre coisas ditas
Um pouco mais a ser dito
Procurando o encaixe
Que toque o peito
Procurando mais batidas
Que não as minhas
Parece que falta
E falha...
Ser boa lembrança
Pouco de infância
Porta aberta
Olhar de relance
Filme antigo
Manhã com neblina
Criando romance
O medo de ligar
E esquecer
Que nada vai sobrar
Além de lembrança.
Evitando a vida
Ela passa assim:
Quando gosto de alguém
Gosto menos de mim.
Não sobrou mais tempo
Pra entender
Ou esquecer.
Eu via dor nos seus olhos.
Já perdemos nossos sonhos
Em algum lugar
Qualquer desculpa ia servir
Pra acabar
Pra sumir.
Sem altos e baixos
Sem culpado
Sem motivos
Nem lágrima
Nem ódio
Nem digno de lembrar
Entendo:
Não sei amar.
Ela passa assim:
Quando gosto de alguém
Gosto menos de mim.
Não sobrou mais tempo
Pra entender
Ou esquecer.
Eu via dor nos seus olhos.
Já perdemos nossos sonhos
Em algum lugar
Qualquer desculpa ia servir
Pra acabar
Pra sumir.
Sem altos e baixos
Sem culpado
Sem motivos
Nem lágrima
Nem ódio
Nem digno de lembrar
Entendo:
Não sei amar.
01/02/2014
Ignobilorância
Os ciclos se encontram em círculos
Espirais de repetições
Fechando cada gesto
Em nó de garganta
Evitando canções.
Limite que escolhe
O mesmo que cega
Limite que tolhe
O mesmo que evita.
Ao fim de mais um velho começo
Em meio confuso e difuso
Foi riscada a linha em branco
De toda possibilidade não traçada.
Sei que não sei o bastante pra achar
Que sei de alguma coisa
O bastante apenas pra achar
E não encontrar.
Espirais de repetições
Fechando cada gesto
Em nó de garganta
Evitando canções.
Limite que escolhe
O mesmo que cega
Limite que tolhe
O mesmo que evita.
Ao fim de mais um velho começo
Em meio confuso e difuso
Foi riscada a linha em branco
De toda possibilidade não traçada.
Sei que não sei o bastante pra achar
Que sei de alguma coisa
O bastante apenas pra achar
E não encontrar.
15/01/2014
Velhogismo
Repito o nada a ser dito
Às vezes escuto sem querer
O que já havia escrito
Queria eu não ter ouvido
Ao menos ter fingido
Não ser comigo.
Se consigo entender...
De outro modo digo
Agora que o sempre é uma incerteza
Nunca uma falta de clareza
Me serviu tanto
Por enquanto.
Odiando rimas e versos
Por ser o que me restou
Amando falsos opostos
Que a palavra tanto forçou
A fraqueza
De início sem fim
Querer entender sentido
Dentro de mim
Tornou-se franqueza
Ser assim:
Acabetido.
Às vezes escuto sem querer
O que já havia escrito
Queria eu não ter ouvido
Ao menos ter fingido
Não ser comigo.
Se consigo entender...
De outro modo digo
Agora que o sempre é uma incerteza
Nunca uma falta de clareza
Me serviu tanto
Por enquanto.
Odiando rimas e versos
Por ser o que me restou
Amando falsos opostos
Que a palavra tanto forçou
A fraqueza
De início sem fim
Querer entender sentido
Dentro de mim
Tornou-se franqueza
Ser assim:
Acabetido.
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