16/02/2013
14/02/2013
Continuo a me repetir
Contínuo ao me repetir
Sem início ou meio
E adiando enquanto posso
O inevitável.
Coadjuvante em remissão
Reciclo as palavras
Até não encontrar modo
De me esquivar de mim.
Se conseguirei...
Não cabe aqui projetar.
Tornei-me imutável
Apareço por estar vivo
E pretendo tolerar
Uma apatia que aperta
Em minha garganta...
A palavra não me sai.
Apenas repito
O que tento me lembrar
Um gosto que não me vem
Uma mentira que inventei
Mil vezes.
Não há nada a dizer
Mas volto com o mesmo
De outra maneira
Remoendo o corroído
Extirpando os restos
De qualquer sentido
Que me fez
Um dia.
Trata-se de minha vida.
E não se esconde
O que não se pode ver...
São as palavras que escrevo
Preenchem um vazio
Com outros vazios
A velha soma
Com o mesmo resultado.
Parece-se agora
Com breves lamentos
Por nada ter acontecido.
E no fundo é isso
Só que
Interrompido.
Uma equação tautológica.
Não me sinto culpado.
Posso continuar indefinidamente
Com novos modos de me imitar
Uma soma que dará
O mesmo resultado...
A patinação na lama
Em citações recauchutadas
De mim
Para mim
Sem fim.
É o preço do vazio
E o tempo apaga...
Afinal não enxergo um palmo
Além do que não sou.
Cego porque não aceito
Ser visto.
Até quando
As mesmas desculpas
Vão se sustentar...
E o dano
Que tudo isso causa?
O que há para dizer?
Pergunto pelo avesso
O que disse sem saber.
Queria ver tirar algo bom
Disso.
Se eu fosse um pouco homem
Tomava as rédeas
Quero dizer,
Uma decisão.
Qualquer uma.
Contínuo ao me repetir
Sem início ou meio
E adiando enquanto posso
O inevitável.
Coadjuvante em remissão
Reciclo as palavras
Até não encontrar modo
De me esquivar de mim.
Se conseguirei...
Não cabe aqui projetar.
Tornei-me imutável
Apareço por estar vivo
E pretendo tolerar
Uma apatia que aperta
Em minha garganta...
A palavra não me sai.
Apenas repito
O que tento me lembrar
Um gosto que não me vem
Uma mentira que inventei
Mil vezes.
Não há nada a dizer
Mas volto com o mesmo
De outra maneira
Remoendo o corroído
Extirpando os restos
De qualquer sentido
Que me fez
Um dia.
Trata-se de minha vida.
E não se esconde
O que não se pode ver...
São as palavras que escrevo
Preenchem um vazio
Com outros vazios
A velha soma
Com o mesmo resultado.
Parece-se agora
Com breves lamentos
Por nada ter acontecido.
E no fundo é isso
Só que
Interrompido.
Uma equação tautológica.
Não me sinto culpado.
Posso continuar indefinidamente
Com novos modos de me imitar
Uma soma que dará
O mesmo resultado...
A patinação na lama
Em citações recauchutadas
De mim
Para mim
Sem fim.
É o preço do vazio
E o tempo apaga...
Afinal não enxergo um palmo
Além do que não sou.
Cego porque não aceito
Ser visto.
Até quando
As mesmas desculpas
Vão se sustentar...
E o dano
Que tudo isso causa?
O que há para dizer?
Pergunto pelo avesso
O que disse sem saber.
Queria ver tirar algo bom
Disso.
Se eu fosse um pouco homem
Tomava as rédeas
Quero dizer,
Uma decisão.
Qualquer uma.
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