07/03/2009

Sonho que tive 070308

Eu estava indo para algum lugar com 3 pessoas, nós fomos. Depois, na volta para minha antiga casa (Que na realidade era ao lado de um morro mesmo, o da serrinha) na serra, um velho com uma faca acerta o meu ombro esquerdo, rasgando-o e fazendo jorrar sangue. Foi a cena mais real que me lembro do sonho. Logo após ele jogou a faca em minha direção, e eu a peguei com as minhas mãos sem me ferir. Lembro que isso me fez refletir sobre a vida estar sempre por um fio, mas não percebemos até acontecer uma coisa assim. Após isso, consegui fugir e enterrei a faca em um lugar. No outro dia, encontrei a faca boiando nas águas do que parecia ser uma nascente, então entrei na água e enterrei debaixo do solo da água a faca. Mas é como se o passado que tive estivesse me perseguindo. Lembro de estar em um santuário procurando por proteção, mas o tempo que gastei me perdendo ali, só fez o relógio de contagem regressiva descontar mais tempo da minha iminência mundana. Fiquei pensando no fato da vida ser tão frágil pelo resto do sonho, me lembro em um lugar civilizado, cheio de formas lisas e polidas, paralelepípedos verticais, brancos e cinzas. Tudo era cinza nesse lugar, mas parecia bem seguro.

05/03/2009

No carro, sim, no carro. Eu me lembro, eu gosto de me lembrar mais novo, e das coisas que eu lembrava de quando era mais novo, quando eu era mais novo. E aí chega um ponto onde tive os sentimentos originais, os primeiros sentimentos. Sei muito bem que o resto é derivado deles. Sou escravo da nostalgia que influencia diretamente meu futuro. É lindo. É ridículo Érico. Você é um ridículo sem iniciativa eu te odeio tanto que acho que suicídio não seria a solução para um verme demente como você. Sua penitência será ser humilhado diariamente pelos adventos do dia a dia. Você, lixo do mundo, cocô do verme parasita inútil que serve apenas para prejudicar o próximo para nutrir-se, você é lixo. E lixo não merece uma inexistência, isso seria bom demais, seu pedaço orgânico de merda que nem para adubo serve. VOCÊ, lixo humano, merece toda a humilhação alheia, toda própria humilhação e muito mais. Cave mais fundo, o fundo do poço não é o bastante (HAHAHA 007). Que legal me sinto o máximo parodiando lixo comercial que só serve para ganhar dinheiro dos bobos. Vou ganhar a atenção dos bobos. Quê bobos? O BOBO EU. Aiiii, como é lindo me humilhar, me reduzir à miniatura do lixo humano desnecessário podre mofado pútrido decrépito pederasta inconveniente e mais 100000 adjetivos de preferência piores que esses. Eu me sinto tão barato, tão miserável, é lindo! É como se sentir rico só que ao contrário =))))). Érico, você se submeteria a um nível de demência só para prejudicar a si mesmo e tornar menor o tempo de sua missão terrena de destruir sua própria vida? NUNCA. NUNCA, NUUUUNCA. Eu faço questão de prolongar aa ferida, me humilhar, me tornar um escravo do próprio boicote! Eu sou feíssimo, e isso é tão lindo quanto ser lindo, só que ao contrário! HHAHAAHAHAHA. Nossa Érico, procure ajuda psicológica! Eu irei, irei entrar em sessões de auto humilhação repetindo com todos os "ós" minhas repressões de condicionamento para a vida real! Eu preciso me adaptar ao lixo! Eu preciso fazer parte disso, para me sentir menos, menos, e menos ainda. Érico, você é tão ridículo, reage assim por rejeição! CALARO QUE SIM, aliais, poderia ter um jeito pior que se eu soubesse agora, citaria; é claro que sou podre, que só faço isso por ter sido rejeitado de alguma maneira, afinal, por que outro motivo eu faria isso? Chamar atenção? Chamar a atenção? Eu não estou demente, estou me sentindo ótimo, ÓTIMO. Bom saber de toda a falsidade, bom saber de que você é capaz de pensar tanta merda, tanto, é... LIXO. Como você é infantil! Como você é isso, como você é aquilo! Obrigado por me achar alguma coisa, melhor isso a nada! NOSSA ÉRICO, você vale tão pouco assim? Quem disse que eu tenho que ter um valor, e mesmo se eu tiver, quem é você para estipular um preço, uma measura? Você é minha consciência idiota que só me bota em apuros, aliais, eu te agradeço por isso, me sinto muito pior assim, apesar de me sentir muito bem, muito bem.

04/03/2009

Uma bela cena natural é o que vem primeiramente. Nostalgia da infância no campo, onde acreditávamos no mais simples, na possibilidade. Agora não sei mais o que é ou se é simples, mas sinto com a mesma intensidade que antes senti, quando acreditei. Não é uma questão do que acreditar, mas de acreditar. Um grande tanque de água, a visão vai se aproximando, as pessoas são simples. As coisas são simples, sei que depende do olhar. Eu consigo sorrir, sentir. A realidade sequer convém. O mais belo está tão à mostra que complicamos na hora de enxergar, é aí que vem o julgamento, presunção, conceito prévio. Conhecer algo a fundo pode até nos fazer querer guardar para si, mas alarde é um grande erro. Eu não acerto a maçã, não acerto o centro do alvo pois há uma infinidade de compleitudes pessoais, diferenças físicas e psicológicas, tudo para que o simples não pareça simples. Nós humanos somos uma só espécie e deveríamos ser parecidos. Talvez alguma divergência biológica que está por vir e mostra seus indícios. Eu nunca pensei porque enxergam o amor como problema. Às vezes, eu vejo que entendo muito bem, prefiro não acreditar. Sei que não há recompensa pelo meu ato e não minto que isso também me passa pela cabeça como preocupação. Não deveria. Não é, sei que não é, por mais que meu sentimento queira criar uma condição e minha garganta, agora, nesse exato momento, esteja a queimar; não deveria ser assim, digo em relação ao que no fundo quero. Mas não me entristeço sempre, pois o pranto é prova de vida também, assim como o sorriso, que em um instante desaparece da boca de um, mas em outra ele surge como que espontaneamente. A vida não é bela, nem triste. A vida é. Se sou, o que faço dela então? Um sorriso pode ser feio assim como uma tragédia, bela. Um amor pode ser correspondido ou não. Não é uma questão de sorte ou azar. É a condição. Mas para que eu continue a gostar, devo eliminá-la. Talvez seja tudo uma grande burrice, mas me sinto vivo como nunca com um sentimento que eu gostaria que fosse entendido, sentido. Flexione as nádegas, estufe o peito, sentido! Bem vindo ao mundo real, onde todas as suas mais belas fantasias são roubadas, bombardeadas, massacradas, assassinadas. O sepulcro ficará sem epitáfio, o esquecimento é necessário para que a lembrança tenha sentido. Vou canalizar isso em autorrepressão? Vou ficar triste toda vez que lembrar? Faço então o contrário? Me engano duas vezes, psicologia reversa em mim mesmo? Não é uma questão de escolher, a sensação é consequência. Se houvessem as palavras certas que convencessem de que poderia até que sim, valer a pena, eu gostaria de dizê-las. Se elas não existem, eu gostaria que existissem. Que ótimo, existe coisa mais comum do que a angústia de um apaixonado? Sim, escrevê-la.