Não me sinto embriagado
Nem disposto a beber
Não me sinto mal
Nem me lembro dos sonhos
A recíproca só é verdadeira
Se também for por negação
O que minha vida não tem sido?
Qualquer coisa além de mim.
Logo, não me basta existir.
Mal agradecido
Desprezo até mesmo
A solidão
Que me tem sido
De todos problemas
Solução.
Lidar com isso é fácil
Menos para mim.
Pois eu sempre me repito
Da primeira vez
Que me lembrei
De ter esquecido
Sabe-se lá quê.
Vítima implica na ausência
De culpa que sempre procurei
É um relato de crimes
Que eu podia ter cometido;
Busca por um perdão
Desmerecido.
Sim, por mais que não torne real
Tenho-os como refúgio
A ideia de uma ação
E me basta a ideia.
E também não suporto a ideia
De agir sem pensar
Mas de que adianta o contrário?
Tenho feito ambos.
A moeda parou em pé.
03/01/2012
Um rito irregular
Uma ausência pendente
Dois olhos e uma cegueira
De insistir no mesmo lugar.
(Ao máximo quase lá)
A névoa de um sol poente
Tudo que não aprendi
Embaralho meus enganos
Desfazendo para errar
Além do erro que repeti.
(Se seria um acerto?)
Pois, como bem sabem
O sempre se repete
De muitas maneiras
Mas nunca é o mesmo...
Começo tentando,
Desisto,
Medeio ao fim
Para terminar
Interrompido
Ainda me repetindo
Digo a todos:
O tema é indefinido.
O câncer contagioso
da memória que perdi
Ainda se espalha
Esquecendo-se de si
E se tornando outro
afetando outras lembranças
Que me ficam pela metade
Do caminho
Que me é um fim.
É estranho, mas sinto que
Não mais posso sentir
E mesmo sem dissertar
acerca de alguma coisa
Ela está em tudo que consenti.
O que ignoro
O que permeio conceituar
Se entrelaçam numa tentativa
Ir adiante, ir adiando...
Esses opostos forçados
Tentando explicar
Em neutralidade aceitável
Uma subjetividade universal.
Escrevendo, entendo
Não sou bom ouvinte
Talvez nem leitor.
Ecos de cópias
Interpretações errôneas
Por quantas bocas passaram
Bocas que agora são areia de uma praia
Em ondas sonoras
De muitas rotações astrais passadas.
(Mas que se repetem
E nunca da mesma maneira)
Me desculpe se exagero
Se ora trato no singular
Ora no plural
Se não sou único
Nem original
Nem eterno
Nem mesmo anormal.
Não é nada.
Aceito a indiferença como perdão
Mas o melhor talvez seja
Deixar isso de lado
Trocar ideias e palavras
Por uma ação.
Uma ausência pendente
Dois olhos e uma cegueira
De insistir no mesmo lugar.
(Ao máximo quase lá)
A névoa de um sol poente
Tudo que não aprendi
Embaralho meus enganos
Desfazendo para errar
Além do erro que repeti.
(Se seria um acerto?)
Pois, como bem sabem
O sempre se repete
De muitas maneiras
Mas nunca é o mesmo...
Começo tentando,
Desisto,
Medeio ao fim
Para terminar
Interrompido
Ainda me repetindo
Digo a todos:
O tema é indefinido.
O câncer contagioso
da memória que perdi
Ainda se espalha
Esquecendo-se de si
E se tornando outro
afetando outras lembranças
Que me ficam pela metade
Do caminho
Que me é um fim.
É estranho, mas sinto que
Não mais posso sentir
E mesmo sem dissertar
acerca de alguma coisa
Ela está em tudo que consenti.
O que ignoro
O que permeio conceituar
Se entrelaçam numa tentativa
Ir adiante, ir adiando...
Esses opostos forçados
Tentando explicar
Em neutralidade aceitável
Uma subjetividade universal.
Escrevendo, entendo
Não sou bom ouvinte
Talvez nem leitor.
Ecos de cópias
Interpretações errôneas
Por quantas bocas passaram
Bocas que agora são areia de uma praia
Em ondas sonoras
De muitas rotações astrais passadas.
(Mas que se repetem
E nunca da mesma maneira)
Me desculpe se exagero
Se ora trato no singular
Ora no plural
Se não sou único
Nem original
Nem eterno
Nem mesmo anormal.
Não é nada.
Aceito a indiferença como perdão
Mas o melhor talvez seja
Deixar isso de lado
Trocar ideias e palavras
Por uma ação.
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