Hoje é o dia do esquecimento, dia de meu alento
Dia claro que me é escuro, de opostos que me são
Parecidos, dor que me cura, anseio por dentro...
Por fora, sou calmo, discreto em dias que virão
Da agonia de uma lenta tarde nos limites da terra
De minha calma, de coisas mágicas e terrenas
Meu olhar deu a volta ao mundo, não se esbarra
Em nenhum fim de mar, nem em coisas pequenas
Que sinto por dentro, mas que são grandes por fora
Vejo a aurora fazendo da escuridão uma refém
E se eu simplesmente não gostasse de ninguém
De que motivo me valeria viver, sem acreditar
Em algo que valha a pena morrer, em uma página em branco
Infinitamente finita, de qualquer poesia a ser cabida?
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