31/03/2011

Pathos no passado...

Eu queria ser um dia o que foi outrora
Passado em pássaro de quadro inacabado
E de sombra com seu voo intercalado
Muda pelo tempo, molda pela moldura.

Eu queria ser uma noite que não agora
Futuro em subterrâneo de horizonte dúnico
Qualquer fagulha súbita de luz em ponto único
Que faz diferença em escassez e que se devora.

Virgem de sentidos é aquele que ainda é sombra
De fagulha-pássaro da caverna que se pensa céu
Descrença se crê não só no contrário, deslumbra

Porto das noites e dias em linha de ponto único
Qualquer luz que é grandiosa na escuridão em véu
Do tempo-ilusão da mentira em imperativo (categórico).

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