23/04/2011

Sei que tento não tentar
Sei que só não desisto de desistir
Mas quero deixar bem claro ao ir
De encontro ao que me faz desencontrar...

O que sinto são ruas de infância que não passam
O que sinto é me repetir de todas as maneiras
É saber que estou sozinho mas não me sentir
É a mentira mil vezes contada que ainda é mentira
Todos os dias de palhaço com lágrima pintada no rosto
De um teatro de mímica onde se acabou a luz...

Se há possibilidade de me usar do mal
Só de havê-la, não a mereço...
Naturalmente, mereces algo melhor a isso
Que um que sinto ser qualquer coisa além de mim...

Não mereço sentir
E se eu pudesse me controlar...
E não penso que deva aceitar
Qualquer coisa além de mim
Que, não me tomando pelo pior
Ainda assim sou sem valor.

Pois sou sequer qualquer coisa.

Sim, o pior ainda é o campeão das perdas.
E você, digna de uma vitória
(Ou então qualquer coisa que queira)
Ai se pensa como eu
Que limpo as privadas com sorrisos...
Que dois nadas já é mais que nada, sim
Mas como irei saber...

"Por aqui, saberia...
(Aponta para o peito)"

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