Agora que o meu tempo é outro
Guardo um erro de ouro
Nos silêncios dos dias
Que me são os mesmos.
Evitando o mistério
Me repito em coincidências
Tentando sair do tédio
Com muitos outros inventados.
Contínuos indefinidos
Amando uma derrota
Do que nunca pude controlar
O meu peito pesa menos.
Sobrou a nostalgia do que morreu
Um pouco que me é tudo
E adiar o inevitável é nada mais
Que continuar vivo...
Minha segurança é uma saída fácil
Uma desculpa pronta
Pra qualquer situação.
Sem rastro ou caminho
Equilibrando em cima do muro
Sem expectativa ou decepção
Risco ou perdas
Posso apenas ganhar
Sabe se lá o quê
E não importa mais.
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