Exausto
Sou uma máquina de repetir
As coincidências
São olhares de relance.
Eu invento
A mesma história
De outros modos.
Âmbar de nostalgia
Das vidas que pude ter
Enquanto outras me fugiam
É um aperto na garganta.
Um erro que virou cicatriz
Que só eu vejo
Impossível não notar
Inevitável não lembrar.
Agora que sou a figura em frente à porta
Terno e gravata
Valise na mão
Flores amassadas na outra
O sonho começa pelo fim
Terminando pelas metades.
Eu escrevo a mesma história
Com outras palavras.
A pergunta que vale ouro
O silêncio que vale erro
Lados de uma moeda...
Eu repito as mesmas palavras
Em outra ordem.
Brinco com sentidos que dormem em mim
Estou amando uma ideia
E faço tudo pra me parecer nova
Todos os dias
Que agora são iguais...
08/11/2013
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