15/11/2009

Não há espera, apenas fim; não há glória, apenas o supor; não há vitória, apenas o retilíneo. Não existe o bem, nem o mal; não existe alegria, nem tristeza. Existem impressões, partes, ambivalências, dualidade, fragmentos de existências remotas estruturadas em código, existimos em partes, mas somos um todo. Um todo de partes de outras partes. E disso tiramos proveito, a única lei que não se pode transgredir, é existir a partir do que se é: limitado. Mas há um som agudo e um horizonte que me fazem sentir completo. Estar de acordo com a condição, não é cômodo pois dói. Não espero, mas não faço por me beneficiar. Fui e sou, estou a ser. Ser o que já fui, o que ainda posso vir a talvez, algum dia, talvez não em vida, ser. Pois sou muitos em um, um em muitos, faço diferença e nunca fiz, mas ainda assim, para mim ou não, farei.

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