21/10/2010

Um jeito pela empatia, só o que eu queria. Começo mal, é sempre assim, são círculos... Uma pirâmide que cresce, milênios compactados em um processo mnemônico. Lembro da floresta escura, tudo em primeira pessoa, sim. Minha vida não faz muito sentido se eu não imaginá-la com uma trilha sonora sensível, sem vocais líricos. Não há muito a dizer, o mais importante já foi falado, escrito, cravado em pedra. Os primeiros raios de luz que me alcançam no nascer do dia, o que eles significam? Não quero me levantar e pensar nessas coisas, mas há ainda muito a se pensar. Mas o tema não muda, vida e o que a circunda. Tomo nota em algum lugar, leio alguma coisa de alguém que é ou foi mais importante que eu; um amigo não mais presente, suicidou-se por um mal hereditário. É difícil manter a fé, mesmo com tantos motivos pra ter, há também para não se ter. Tenho mesmo que escolher um partido? Escassez e ignorância são o amálgama de minha tristeza, galvanizam meu dia cinza e sem expectativa como que um aviso de que eu deveria recorrer, sabe como é, tomar partido... Quando foi que a vida se tornou algo tão sombrio para mim?

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