Esse afastamento sem reaproximação, crescente...
Essa vida que aumenta mas menos se sente...
Alguns momentos, apagados, permanentemente...
Por pouco, me senti completo, mesmo inacabado
Ultrapassei o que me tangiu à expectativa, senti o infinito vindo
De um instante.
Naquele segundo, eterno, que passou...
Valeriam muitas vidas sem o momento que ficou
Por trás da ferida profunda que não me matou...
Mas que levou muito da vida, que da falta criou
O que um dia já havia aprendido.
Volto ao ponto de partida, renascido.
Olhares de crianças, sem distinções
Mãos que antes nunca se tocaram
A tocar a música que não foi ouvida
Vendo o que se tem visto...
Não tenho ido por não ouvir o chamado
E dos rumos que podia ter tomado
Apenas imaginei...
Tão pequeno se é no inacabável
Tendendo ao nada, até que acabe, indelével
Na brancura de uma página não escrita...
Mais vago que qualquer silêncio
Que diz mais que qualquer discurso
Meditando sobre tudo da vida e além dela
E sobre a ausência que a circunda e se revela
Pois o nada está em tudo...
Já não me importo se o que escrevo permaneça perdido...
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