12/04/2011

Que fiz da memória das cartas de amor (ridículas) que um dia escrevi?
Que fiz da lembrança do escárnio (ridicularizando) da menina que as leu?
Não me importa mais o que num tempo
Foi o que mais me importou?

Que fiz da imagem de céu em turquesa
Que o óculos de mãe fazia?

E aquela menina, sei muito bem quem
Por menos que eu a conheça
Que fiz do que senti por ela em todos esses anos não passados?

Empederni. Pisei no prego e esvaziei.
Fui tomar um trago e nunca mais voltei.
Deixei a conta sem pagar.

Mas não esqueci a dívida.

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