26/01/2012

O vazio que me é difícil explicar
Talvez por querer dizer muito
De algo que não é nada
É o que digo a todos:

"Não é nada..."
E me é difícil.

O que sinto há muito tem nome
Está talhado em tudo que não fui.

E por me repetir em diferentes maneiras
Reescrevo o mesmo
Por cima do passado
Do que fez ou não sentido.

Se me importasse
Conservaria cada palavra
Como escolha feita
Mas de que adiantaria
Se o mesmo que li ontem
Já não me é o mesmo de hoje?

Aguardo perdão
Por um crime não cometido
É o que tenho feito
Esperando a desistência
Escolher por tudo
Que me bastasse
A ideia.

Que não me fizesse sentido
Nenhuma razão
E talvez o sorriso
Menos partido
Abreviasse a solidão
Em um só
Olhar para frente
Sem andar para trás

Guardarei o retorno
Para quando terminar
O caminho em que me perco
Pelas metades
Iniciando outros caminhos
Que me são fim.

Daí que dão voltas
Todas as nostalgias
Antes fossem motivação
Boas lembranças
Para tempos difíceis
Que virão.

Minha apatia por sentir
Somente no passado
Ou então no que
Poderia ter sido.

E sinto isso, sim
Nada poderia fazer menos
Sentido
Que supor futuros
De um passado esquecido.

E me dói muito
Todos esses
Que poderiam ter sido
Só que me lembrei.

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