12/03/2012

O minimalismo da ausência

Não se satisfazer com apenas
Insatisfação.

Me negando
Nego além
Da negação.

Em um jogo manjado
De opostos justapostos...

Transito em intransitivos
Meu sentido é incompleto
Termina em anulação.

Mas recomeça
Em ciclos
Em diferentes maneiras...

(Cada dia um golpe de ponteiro
É inevitável)

Não importa mais o eterno
Apenas se esconda
Apague o rastro
Do velho lobo antes
Da última possibilidade
Ser traçada.

Não se prenuncie.

Os dias me são palavras
Antes de saírem à garganta
Entalam-se desordenados.

Qualquer sentimentalismo
Uma asfixia incompleta.

Não me pronuncio.

Devagar
Passo em passos
Num passado
Que me é uma só
Ausência
Também passada
No pior dos sentidos.

Entenda como quiser,
Escrevo a uma pessoa
Ela não existe
Eu também não.

Um comentário:

L disse...

meia-noite no jardim do bem e do mal.

msn: siamesealleine@hotmail.com