"Socialmente inepto"
Concluo ao pisar fora de casa.
Eu devia tentar não me esconder no meu quarto.
Consegui um emprego para me distrair.
Sim, os peixinhos dourados...
Conheci pessoas quais eu não me importo
E não me importarei.
A culpa é minha,
Mas não me sinto culpado.
(Nada é pior que este nada, nada...)
Me disseram que é o caminho mais simples
Aceitar que não há aceitação
E de que tudo é um absurdo...
Para mim, não.
Me fecha a garganta.
Nada mais o faz, nada...
A bomba relógio de minha vida insignificante
De todos os versos vazios que criei
Não me significa
Além de ecos etéreos de uma vida mal interpretada...
Sonhos e sentidos que inventei.
Uma poeira estelar
De sucata polida
Em palavras repetidas
Por uma projeção não realizada...
Não consigo aceitar
Que no fundo...
Nunca passei de um suicida em remissão.
O tempo é o martelo
Pregando-me a certeza
De que não há como escapar
Do que vem
Dizendo-me ao ouvido
"Vim para lhe pesar"
À ignorância que me circunda
Deixo bem claro...
Conheço-a.
20/01/2013
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