29/05/2009

Sonhos

Eu tive alguns sonhos vívidos nesses dois últimos dias. Anteontem sonhei que estava em um shopping que ficava ao lado de um pântano e que para entrar nele tínhamos que ir nadando. Nele, gravava-se um telejornal das oito e a praça de alimentação era apenas de pizzarias. Lembro-me de perder a saída, perdi-me. Uma zigurate cilíndrica de centenas de metros, verde musgo. Subi pelas escadas giratórias, lembro, lembro que caí algumas vezes, morria e ressucitava, como em um jogo. No alto, fui enganado, não era a saída, não há saída. De hoje, foram dois sonhos. O primeiro, lembro vagamente... Eu estava conversando com alguém, sobre todos possuírem um Tyler Durden, mas que o meu, eu o via como uma pessoa serena, serena e com o espírito quase que adormecido, como que passiva. Sean Connery era agressivo e acertava alguém com um pé de cabra em meio a uma torrente de água. O local qual eu conversava com alguém, que penso ser meu primo, lembrava aquelas pequenas cidades, com o chão ladrilhado, vários turistas nas ruas, mulheres estonianas, suecas, húngaras, cabelos quase brancos. Fui a uma loja comprar ou concertar alguma coisa, não me lembro. No segundo sonho, fui à Cuba. As portas não precisavam ser trancadas. Não se podia usar all stars, apenas um tênis que lá se produzia. Apesar disso só se boicotava as marcas da época da revolução. Havia algo de corrompido no ar. Em uma espécie de restaurante, uma velha senhora fez a melhor broa que provei na minha vida. Mas lembro que voltei para comer novamente e não era grande coisa. Eu juro que senti aquele gosto, o recheio era como o de um sonho (o doce), mas havia algo de orgânico, como que uma erva ou planta, que dava um leve amargo ao final. Foi o que mais me chamou atenção em meu sonho. sentir o gosto de uma comida imaginária e lembrar-se dele. É um dos grandes motivos para que eu não acabe com a minha própria vida. Lembro que antes de ir embora minhas coisas haviam sido deixadas em quartos públicos para visitantes de Cuba. Vendia-se tudo da Boticário e Natura por lá, é a America do sul consumindo a si mesma. Quero deixar bem claro que acredito que esses sonhos se devem às doses de mirtazapina. Eu realmente não sinto diferença se não ao fato de ter sonhos que me lembro bem. Mas acredito que lembro bem pois dormi muito nos últimos dois dias. Quando você acorda mas não levanta, e continua deitado, como se estivesse acordado e dormindo ao mesmo tempo, é bem mais fácil se lembrar dos sonhos. É como se eles estivessem na superfície do desconhecido, como se por alguns instantes eu pudesse andar de mãos dadas com o inexplicável. Ele parece ser bem agradável, por sinal um gentleman. As reticências são para dar um charme imensurável de sua postura exemplar...

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