24/04/2010

devaneio/escrita fluída

de hoje em dia de amanhã em diante de falante a galante, de ateu por quem deu. Me fiz ontem do hoje e do hoje faço amanhã. Do dia, a luz; da noite, o silêncio. Da solidão, a escuridão; das companhias, falácia. Me fiz, me faço, me farei. Muito sou em pouco ser, muito quero em pouco poder. Haverá dia da angústia que o coração saltará da boca e me dará um tapa na cara dizendo que eu não o mereço. Me atenho, paro para pensar, sobre o que, agora, haveria eu de devanear? Orgulho, veio à cabeça mas não sei por qual motivo. Motivos são vagos e minha mente é vaga. Pra ser sincero, falta. Queria saber o segredo do gênio, o segredo daquele que ascende. Ânsia pelo ulterior, pelo que vem acima, de cima. Seria a necessidade de deus, ou o simples reflexo de um melhor ser para eu poder me ater?

Nenhum comentário: