15/04/2010
Vento solar.
Sou um convencionalismo social em muitos pontos. Os convencionalismos sociais me impedem de ser quem sou. Como ponto sou, convenciono. Pra tudo há uma resposta, permita-me à pretensão. Minha vida é meu hobbie, me ocupo da desocupação. Na tarde em que se vai à casa, esperando por algo que não se sabe, na sala, com um copo na mão, três metros da televisão, tento entender o que se passa. O sol espiando pela janela, o tempo para. Não me importo, mas importa. Não me analiso, me exporto. O reflexo na televisão criado pelo sol é apenas um reflexo intocável, até as cores mudam. É como se tudo especificamente especificado especificasse para mim uma mensagem ininteligível à consciência mundana. Como em um filme noir, como que inimigo do estado, de olhar amargurado, como que em quem não crê a si, é apenas alguém, não me importa quem. Exportado, expurgado, pungido, não devia crer que se pode crer, pois nem tudo que se pode,pode. Mas mesmo aceitando o nada, creio numa resposta para tudo! Pois existem leis invisíveis aos olhos, regras impenetráveis mediante consciência humana, mero filtro biológico de poucos sentidos. E acredite, até para isso deve haver resposta. Pois a vida existe senão para responder ao que existe.Estímulo. Se existe, há. Se há, procede. Se procede, origina-se. Se origina-se, há causa. Se há causa, é um acontecimento por razão e motivo. O universo expande, assim como o meu. Como que herói, como que passado, acredito, sim, que haverá, além do que sinto, um sentido enunciado. Olho para o copo, raios de luzes entrelaçados; são grandezas concebíveis ao meu estado, que, não por acaso, sou inimigo. Sem ele, então- entenderia se há ou não-, infinito. Se não houver, tudo será conquistado; se houver, entendido e, finalmente, provável.
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