Acordei e senti uma grande necessidade, sem necessidade
De escrever aqui. Outro vício sem motivos, paixão por nada...
Que arranje alguém sem vício de amores impossíveis
Estes, são meio estragados cá nesse mundo, vivem noutro...
Pode ser até humilde no plano do real, mas vive de sonho requintado...
Desses perfeitos, de partir coração, de se fazer filme, até verso...
Cavalheiro dos sonhos, de si para si, talvez seja apenas egoísmo
Se negar a aceitar realidade que pula aos olhos.
Existir ou não, não importa. Precisa existir não, é muita coisa...
Se for de outro modo pode até ser, mas não é o que me inexiste...
E o que me inexiste me é querido bem, me vale mais que o que existe...
Deixo essa certeza minha vaga, na minha vida é assim mesmo...
Só me contrariando pra me entender, até porque não me entendo...
Já devo ter matado esse romantismo umas quinze vezes, mas ele volta...
Porém tenho muita fé na minha falta de fé, quero nada não...
Se mereço ou não, que me importa... Precisa não, sou de uma imprecisão...
Mundo esse é feito de pouca coisa, quero muita, só sonhando perfeitamente.
Vou me endireitando por indiretas, chegando na verdade pelas falsidades
Aos tropeços me encaixo onde nada se encaixa...
Tem sido assim, não lamento nem reclamo, ainda peço perdão:
Me permite inexistir? Te custa nada...
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