Eu cavei muito fundo
E agora me resta um escuro
Do que não descobri
Estou coberto de mentiras...
Não espero encontrar
Nem ser encontrado.
Eu devia dar um fim nisso
(Devia estar agradecido)
Mas insisto, me martirizo
Por um perdão desmerecido.
Já não acredito no bem
E não consigo ser mau
E quem me dera se o tudo
Me fosse permitido...
Um domingo que não passa
(Uma rua...)
Um peso na cabeça
De uma memória
Que um dia foi leve.
Tem sido assim
Mais ou menos assim
Na verdade nem um pouco...
Não é dor
É uma garganta fechando.
Quero o que não posso ter
Tenho o que não quero poder
Se penso na morte é porque estou vivo
E sonho acordado
Durmo com a verdade
Mas quando acordo, não me lembro.
Se me entristece esse desperdício
Não me importa
Mas se assim o faz aos outros
Eu devia dar um fim nisso.
Com um passado de negação
E um futuro nulo
Esqueci de me lembrar
Não me lembrarei de ter esquecido.
Gosto do que é simples
Mas não é fácil.
O que escrevo começa interrompido
Termino as palavras que inacabam
Um zunido no olvido
As aparências atuam.
...
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