22/10/2011

Escritos errados
À pessoa errada
Uma carta mal endereçada
Pois, como sabem...
Tem sido assim
Ao máximo
Quase lá.

Notas de um suicida em remissão
Pois retorno ao mesmo ponto
Em que me perdi
Ou encontrei
Círculos cada vez mais...

Que prefiro me lembrar pelas metades
Na verdade, nem um pouco.
Que já não existe
O perfeito.

Já não durmo, já não sonho
Não me lembro de ter esquecido.

E os indícios de virtudes
Sufocados por travesseiros
Olhos vermelhos
A porta não se fecha
O quarto é escuro
A noite uma lembrança.

Brinco com as palavras
Já não sou criança
Meus domingos em praças
Ficava aborrecido...

Eu poderia...
Mas não é importante,
Digo a todos: não é nada.

Eu devia ficar calado
Sem desculpar-me
Ou me ver obrigado
A apagar o branco
Da possibilidade não traçada.

Sublinho minha sobrevida
Em uma continuação
Do próximo capítulo
De uma oração...

Mas entro em cena
Com apenas um papel:
Não saber rezar.

Se há um deus
Que me compreenda
Até porque não sou eterno.

E chamam isso de vivência
Não há o que perdoar.

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