19/12/2012

Ecoando ecos mal interpretados
De registros feitos por vidas passadas
Em uma manhã que preferiria
Nem ter acordado.

Como um avião que está para pousar
Mas não chega o tempo
De sentir o chão.

É tudo infindável em horizontes e mares
De sonhos solitários
Que não mais me recordo.

Chego constantemente à conclusão...
Me afasto de uma costa
Que nunca vi.

Algo que não me permite aceitar
Uma vida vazia e de submissão
Coça em minha garganta...

Meus fins interrompidos
Em desconstrução.

Permeio em mínimas considerações
Por falsos sentidos
Inventados
Que ouvi falar
Ou li em algum lugar...

Uma realidade intocável e invisível.

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