Há este meio de se repetir o mesmo
Incontáveis vezes da mesma maneira
Com as mesmas palavras contadas...
Mas de um modo diferente.
Como polir sucata;
Transformar em velharia
O que ainda não foi inventado.
Eu me repito, inacabado.
Preencho uma página em branco
De vazios...
E o único sentimento
(Que preciso me livrar)
É a garganta se fechando.
Presumo então que estarei livre.
Me assombro com a dimensão do meu desconhecimento
As portas me fecham mesmo quando não abro.
E escolher não parece me bastar.
O mundo é imenso,
Grandioso, de um modo
Que apenas vou triscar
Com algumas experiências
Sons, modos
Procedidos por meu pensar
Uma leve superfície do que imagino conceber
Um ínfimo grão de poeira estelar perdido no ar...
Presumo então que não sou completamente vazio.
Traços de buracos que não consigo medir
Se são profundos, não mudará em nada.
Do que preciso, não compreendo
Ando em círculos
Com subidas e declives
E uma pedra nas costas
Ao passo em que construo
Peixinhos dourados para depois desfazê-los...
O suicídio não é de se cogitar
Me traz uma leveza apenas:
Mais um modo de me safar...
Aonde irei parar?
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