29/10/2013

Oposto encaminhado

Eternos mortais
Mera conclusão
Incompleta expressão
De ritos finais.

Agora o amanhã passou
Afogo em sono apagado
Busco em sonho o sentido
Por trás do que sobrou.

Qual é a chance
Das palavras certas saírem
Repetirem e insistirem
Olhares de relance?

Nenhum mistério
Do óbvio iminente
Do sério reminiscente.

Alguns meios sem fim
De uma parte pensada
Assim começa a dúvida.

Um exercício relapso
Interpreto por erros.

Muitos outros acertos
Formam um embaraço.

Do que me foge.

Do que não sou.

Floco de neve reduzido
Grão de areia partido.

Precisar de motivo
Pra seguir vivo.

É um luxo que exijo
E que não se dispõe
Feridas que não doem...

Mas fica cicatriz
De dias inacabados
Amores mal terminados.

Quem sabe um novo começo
Agora que o tempo é ouro
E o silêncio um retrocesso.

Um comentário:

ksnirbaks disse...

Erico,sonhei com você agorinha. Bom lê-lo! Ass: ksnirbaks