Que desde pequeno me enchi de amores impossíveis
Mesmo ante uma vida prática a me alertar
De que se tratam de erros irreparáveis
Nunca me foi como um problema: não vieram a me faltar.
Que talvez por não me expressar bem ou não fazê-lo
Por vezes vieram a me interpretar mal
Conto chances a fio que me foram pelo ralo
De possível alteração do que poderia se tornar real.
Mas gosto de um mundo que se separa por lapsos
De um passado que deixei de viver
E de um futuro que permito se fazer.
Que entre ambos encontro uma fábula do impossível
Do que, pela imaginação, do real dissipo
E que sequer pertenço ao meu próprio corpo.
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