08/01/2011

Primeiramente, o amor é o desespero dos solitários; não aceitar a solidão mesmo sozinho; contentar-se com uma eternidade que não existe.
Talvez seja essa a visão lógica.
Segundamente, o amor é a paciência dos que se acompanham; aceitar companhia não por solidão; não se contentar com a finitude da realidade.
Talvez seja essa a visão romântica.
Terceiramente, o amor é a paciência de um solitário; se sentir sozinho mesmo acompanhado; contentar-se com a finitude da realidade.
Talvez seja essa a visão absurda.
Quartamente, o amor é um desespero paciente de um acompanhante solitário; uma aceitação inaceitável de ser companhia, mesmo sozinho; contentar-se descontente de que da finitude da realidade imagina-se o eterno.
Talvez seja essa a visão poética.
Quanto a mim, eu não sei o que é o amor.

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