12/01/2011



Posso sentir dentro de mim, como o inverno.
Posso provar com minha vida.
Não é falta de sorte.
Sei o fardo que sou.
E se eu fosse embora, não faria diferença.
Assim como não fez quando cheguei.
Sou um fardo invisível.
Estou sozinho de trincar os ossos, num mundo que eu criei.
Não mereço nem minhas próprias lágrimas...
Apenas um sonho apagado e esquecido que comprometi porque acreditei...
O que me fez desistir de tentar?
Nem isso consigo entender.
Faço o melhor que posso, afasto a quem prezo minha insolente presença...
Não faz diferença quando irá acabar.
Nem quando começou.
Nasci, vivo e vou morrer sozinho.
É a melhor liberdade que posso dar a qualquer um.
Me abandonando de mim.

Nenhum comentário: