09/01/2011

romanesco in persona

Um rombo se rompe, um trem voador harpeja em minha cabeça, a brisa assovia o teu nome
De passageiros é superado só por suas muitas passagens, assovia em azul esverdeado...
Turquesa de meus sonhos, sois deveras muito ao meu valete roto, esse tempo que consome!
Minh'alma orbita a si e faz elipse em meu almejo de vagabundo, quero-te por tudo

Quando acordo por lençóis entrelaçados em minha garganta, vinho vômito se espalha
As paredes pintadas como telas testemunhas de um pequeno abstrato absurdo
Olham-se e, pequenos risos! Tramam e são tramadas, mas é esta a tal que as aparvalha.
Encontro-me noutro tempo, inóspito, tempo que me permita exaltar o exaltado

Tenho histórias para acender lareiras e fazer faiscar! Mas não consintas com o real
Ai! Se torna-me ficção para seu julgamento vou direto ao submundo dos que ainda vivem
De lendas que não inspiram o acontecer para então n'outro modo acontecer...

O impossível esguicha de meus olhos, cega-me e faz-me ver quimeras oníricas, oriente!
Tenho sonhos para alimentar causas perdidas, criar atmosferas sônicas de uma nota só
Repito-os mil vezes, milhões, até se tornarem uno, tu, cousa eterna em que hei e vou.

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