09/01/2011

Tenho sono, sono me tem, temos um ao outro e apenas um ao outro nos tem. Nos temos ao sonho, tememos não tê-lo, tenho muitos quando lembro ter. Dislexia momentânea, tudo me gira e gira os olhos ao se fecharem, será que vou sonhar? E em transe transição, me haverei com alguma revelação? Como uma droga que me cansa da realidade, como uma febre que me impede pensar, pensa impedindo. Tenho sentido, tenho. Sim, me faça sonhar, me mude de mundo por algumas horas de vida para meus atos me responsabilizar, mesmo em sonho, do que estou falando? Delírios momentâneos. Tenho alguns amores, sim, e o que tem isso?? Não são vergonhas, mas escondo, sim. São tesouro pra se guardar, sim. Tenho alguns, sim, não preciso de muito, mas preciso de tesouros, sim. Veja, veja o horizonte, ele engana! Ele pestaneja diante de nossa impassibilidade, sim. Ele tem medo, medo de ter seu fim! Ó, por muitos eu duvidaria, mas não de ti, sê meu amigo, tome, beba. Agora me conte algumas partes do que fecha seu sistema de pensamento e sentidos. Beba, beba! Até entortar suas linhas... Venha, levo te pra casa, sim. Temos alguns amores, e o que tem? Algo me diz que estou passando por perrengue, sei do que falo? Nunca o sei. Vivo em que mundo, em que mundo estou agora? Em qual parte da estrada, e se eu me perco? Já me perdi. Tenho sono, horizonte, vá dormir. Vou também, tenho alguns amores pra sonhar. Sinto que sou outro porque não sou o mesmo, algo me afeta, algo que pode voltar, mas nunca o mesmo...

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