23/01/2011

Realidade é a teatralidade da verdade

Disfarçando-me com a falsidade
Me aproximo de uma verdade que não seria dita
Se verdadeiro eu também fosse; lugar que necessita
Apenas uma verdade, duas é exagero, alarde.

Me passando por quem não sou
Descubro-me em outros outros
Que se também se tratam por estrangeiros
São mais eu que nunca fui, eu que se acabou.

Máscaras justapostas, formando uma face apenas
De muitas outras que sou e não sou, quis
E não quis, agora são parte do que fiz.

Mesmo que tratado como uma unidade,
Ainda que me sinta incompleto,
O rosto que vejo é a fusão de muitos, incerto.

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