Solidão é alguém sozinho
Me sinto muitos juntos em um ninguém
Desses que se tomam por um só, sinto apenas desdém
E até mesmo como um, comum, serei estranho no ninho.
O tempo é a morte anunciada
Destino bem sei que é só um
Desses tropeços, dessa vida em jejum
E das faltas acabo criando minha enseada.
Esses estrangeiros que pensam ter algo em comum
São na verdade atores de um drama que não passa
Dos bastidores de terrenices tolas, vontades de um
Ser que na verdade, se é, não sabe se vem sendo
E se soubesse, não seria por orgulho
Que se fosse, seria apenas adorno, adendo.
Somos todos atores de uma peça que será vista apenas por nós mesmos. Querer ser além disso, nos tira o direito de atuar nela. Podemos apenas ao que ela pede, e se pedirmos mais, somos outros... Aguenta ser um outro fora de qualquer um?
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