Hesitadamente sem motivos para se escrever, deserto-me
Dos objetivos iniciais que já não me lembro, gostaria de recordar...
E nesta sina de mudar o agora com uma vontade passada, afeta-me
Dias que passam só me passam consentidos pois ainda haverão aqueles a se guardar...
Sou aquém do mundo uma irrisória margem riscada em algum cálculo arredondado
Em papéis amassados, numa casa abandonada, tempo corrosivo a me alertar...
E dos dias que nunca me vieram, mas que ainda lembro, dias que não tem passado
Não se encaixam, estão amassados, dentro de minha memória abandonada, a falhar...
Tentado pelo que se encontra ao outro lado da linha horizontal que limita não só a mim
Varrido por ventos conjuntos de o que seja que não seja eu, que não levam a lugar algum...
Circulando na mesma praça, tentando me lembrar, se eu insistir talvez me lembre...
Mas me distraio a qualquer luz, a qualquer inseto, repugno, sou mesmo uma distração...
Abstraído por qualquer coisa que exista ou não, não parece de modo algum incômodo,
Passar um longo dia, assim...
Em branco.
Talvez se me ocupasse de alguma maneira, algum modo, por meio de um ou outro,
Algo que me fizesse útil meio a mar de inutilidades, me escassear de mim...
Para ser uma exceção própria. Muda-se o que é, mas o que se faz com o que não vem a ser?
Não, nada disso é um peso, mesmo que encontre no caminho o pesar em branco.
E que assim tudo ainda me parece fazer sentido! Por trás de um nada pode haver tanto!
Não me deixo levar pelas aparências mas por elas me deixo levar a tantas outras coisas...
Que talvez sejam menos ainda que sombra da sombra, uma verdade mentirosa.
Por que não me canso de me cansar? Por que fico a sonhar que um dia irei sonhar?
Nunca achei que fosse mudar o mundo, pois se mudo o que me muda então não mais mudarei...
Mas parece que sou sempre a mesma coisa, coisa que se acomodou à inquietude,
Que disfarça querendo mostrar, mas que não lembra mais o que estava escondido
Talvez nunca soube. E que se soubesse, a lembrança não seria a mesma, o tempo passou...
É o que foi com mais um pouco do que tem sido, mesmo que nunca tenha sido, mas imaginado...
Mesmo que não seja nada, foi algo para mim, me afetou e só pode ter sido alguma coisa...
Mesmo que não seja nada.
Tentado pelo que se encontra ao outro lado da linha horizontal que limita não só a mim
Varrido por ventos conjuntos de o que seja que não seja eu, que não levam a lugar algum...
Circulando na mesma praça, tentando me lembrar, se eu insistir talvez me lembre...
Mas me distraio a qualquer luz, a qualquer inseto, repugno, sou mesmo uma distração...
Abstraído por qualquer coisa que exista ou não, não parece de modo algum incômodo,
Passar um longo dia, assim...
Em branco.
Talvez se me ocupasse de alguma maneira, algum modo, por meio de um ou outro,
Algo que me fizesse útil meio a mar de inutilidades, me escassear de mim...
Para ser uma exceção própria. Muda-se o que é, mas o que se faz com o que não vem a ser?
Não, nada disso é um peso, mesmo que encontre no caminho o pesar em branco.
E que assim tudo ainda me parece fazer sentido! Por trás de um nada pode haver tanto!
Não me deixo levar pelas aparências mas por elas me deixo levar a tantas outras coisas...
Que talvez sejam menos ainda que sombra da sombra, uma verdade mentirosa.
Por que não me canso de me cansar? Por que fico a sonhar que um dia irei sonhar?
Nunca achei que fosse mudar o mundo, pois se mudo o que me muda então não mais mudarei...
Mas parece que sou sempre a mesma coisa, coisa que se acomodou à inquietude,
Que disfarça querendo mostrar, mas que não lembra mais o que estava escondido
Talvez nunca soube. E que se soubesse, a lembrança não seria a mesma, o tempo passou...
É o que foi com mais um pouco do que tem sido, mesmo que nunca tenha sido, mas imaginado...
Mesmo que não seja nada, foi algo para mim, me afetou e só pode ter sido alguma coisa...
Mesmo que não seja nada.
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