02/02/2011

Meu sono me aborrece com seus horários descontrolados...
Para quem tem hábitos regulares, invejo pela perseverança
De tanto insistir, perseverei em irregularidades, se há dança
Nessa vida de ciclos e ritmos passados, meus pés ficam parados...
Mesmo que se faça uma valsa, que se faça orquestra de se ver sentado

Guardarei na lapela apenas a rosa da observação, em silêncio.

Que talvez me comovesse, talvez, preferiria manter em segredo
Não me tome por egoísta se sou dado a me esconder
O que é profundo também costuma a ser mudo...
E pode ser que todo esse silêncio atrapalhe meu repouso

Por aquém de mim se fazer ruído...

Como interferências, mistura rude do que venho guardando
Possa ser algo a me incomodar, pois nem sempre guardo segredos
Até aquele que tantos tem, acabamos por saber que tem
Mesmo que não conte, mesmo que não saibamos quais...
Como que por ser tão vago fosse seguido de reticências...
E que as víssemos como filhas de um pai que deixa
De contar muitas coisas e isso acaba gerando coisas
Dentro de cada um
De cada
Um...

Nenhum comentário: